Sabe nada, inocente!

A lógica torta que permeia na Ressacada é que graças ao rombo financeiro o clube não anda. E os jogadores, a cada passe mal dado ou escanteio mal batido, terão sempre o suporte, às avessas, da má gestão do Zunino.

Cléber Santana passou mal a bola? Culpa daqueles malfadados 50 milhões. Afinal, ele é um bom jogador e só está assim porque os cofres dos bastidores estão vazios.

Marquinhos é o único que se salva, (…) mas não consegue render porque os cofre estão vazios e ele se preocupa muito com a situação avaiana (…).

A premiação dos jogadores depois daqueles 3X0 contra o Bragantino no ano passado não veio? Então, na hora de fazer um gol, o jogador avaiano pode chutar por cima da trave, porque é humano e os filhos passam vergonhas nas suas escolas. Ou até perder um pênalti, quem sabe. (…) Muitas coisas mexem com suas cabeças (…)

Os zagueiros são cabaços, então, não deviam, mas podem até errar, afinal a diretoria não contrata outro Émerson, por culpa destes 50 milhões de herança maldita.

Ontem, ex-presidente Flávio Félix se indispôs (o termo é outro, mas eu sou educado!) comigo nos comentários da postagem de minha autoria que meu amigo Tarnowsky republicou em seu blog. É um porco espinho de marca, uma vez que mostra toda a sua classe quando falam dele. Nem vou discutir suas ofensas. Tolices! Meu travesseiro é molinho e não perco o sono com isso. Ele, todavia, esquece que é homem público e possui referência, por isso será sempre citado de um jeito ou de outro, em qualquer lugar e em qualquer momento. Esteja preparado, portanto. Eu, de minha parte, não discuto pessoas.

Entretanto, é muito importante se dizer, ele fez muito pelo Avaí em pouco tempo e merece os aplausos por isso. Valorizo gente desse quilate, que enfrenta os desafios por um bem maior. Temos, todos os avaianos, que reconhecer que fazer futebol em Florianópolis (aliás, qualquer esporte, qualquer atividade cultural, qualquer coisa que se imagine) não é nada fácil e naquele tempo menos ainda.

Assim, a conquista de uma Série C e um título Estadual foram obtidos na força do trabalho, merecido e esforçado, do grupo que ele administrou. Mas, ele sabe mais do que todos nós, que naquele tempo fazer futebol era bem diferente do que os dias de hoje, e quase fechamos as portas, uma vez que a dureza era gritante.

A gestão Zunino pegou daí e deu um UP, baseando-se na experiência empresarial do presidente e de seu suporte financeiro. Conseguimos sair de uma fase quase amadora para uma profissional. Conquistamos três títulos estaduais, obtivemos uma acesso à série A e fizemos história no Brasileirão.

O grande e maior erro dessa administração (e o principal) foi não ter agregado passivos fixos, dependendo apenas da carteira do presidente. Assim, andamos a passos de tartaruga e estaremos assim por um longo tempo. Por isso, a dívida gigante.

Mas essa mesma dívida que serve de muleta a quem sempre adorou jogar pedras no telhado avaiano, por incrível que pareça a alguns neófitos é perfeitamente administrável, como bem revelou, certa vez, um ex-empregado do Zunino no Avaí em um programa de internet. A propósito, depois o ex-empregado quis mudar o discurso para virar oposição.

Faço toda essa lengalenga para dizer que a administração atual está tendo que gerir exatamente essa situação e conta com a colaboração dos avaianos.

Não é tarefa fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças. É nessa hora que a gente vê quem está ao lado do clube, quem o quer vencedor, quem deseja dias melhores para nosso clube.

Muitos que até bem pouco tempo ofendiam a tudo e a todos agora posam de bons moços e defensores dos bons costumes. Ou correram definitivamente e só voltarão quando estivermos na final. Quem sabe exigindo lousas e coisas do clube, como camisas baratas, mensalidades acessíveis e promoções de ingressos.

Temos uma porção de virgens vestais por aí, adolescentes mimados que acham que entendem de alguma coisa de administração de clube de futebol. Eu, particularmente, não entendo nada, minha profissão é outra e, por isso, apoio quem se submete a isso e se dedica ao negócio. Porque sei reconhecer.

Vamos sair dessa, sim. Não tenho dúvidas. Vai ser duro, dolorido, difícil, mas vamos sair. Mas não vou abrir mão em cobrar de quem está na linha de frente, que são os jogadores. Quando nos fizerem chorar por alguma conquista, serei o primeiro a levantar aplausos, mas enquanto isso quero que os calções saiam sujos a cada fim de partida, algo que não vemos há muito tempo. Ou, pelo menos, que esqueçam aquele copo de João Caminhante que já é um bom começo.

Se o time começar a ganhar, tudo isso será esquecido, não haverá dívidas e nem salários atrasados para serem lembrados, heranças malditas e cositas mais, comportamento que convém a torcedor de futebol, ou seja, baseado única e exclusivamente na emoção. O resto é conversa!

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