Simplesmente por causa da cor da pele

Vez ou outra chega-nos a notícia de que tal jogador, ou alguém envolvido com o futebol, foi chamado de macaco, por ter a cor da pele negra.

É quase inacreditável sabermos que há pessoas que desprezam, humilham e ofendem um ser humano por causa da sua cor de pele. Estes fatos narrados diariamente na mídia, com manifestações destes torcedores de futebol contra pessoas de cor de pele negra, são terríveis. Inadmissível se conceber algo assim em nossos dias. Mas, acontece, e numa proporção muito grande.

Isso não é raro e vem desde o tempo no qual se admitia haver raças na espécie humana, por conceitos científicos. Com o avanço do conhecimento sabe-se que, do ponto de vista biológico e fisiológico, isso não existe. Raça é um termo cultural, para separação de indivíduos, e econômico/social, para definir que há gente superior a outra. Qualquer outra notação, com definição científica, é falsa.

O racista (que antes de tudo é preconceituoso, ou seja, é a pessoa que traz conceitos pré-estabelecidos) é aquele ser humano desprovido de conhecimento e determina, pela sua ótica torta e simplista, que as diferenças existentes entre os indivíduos são atestados de separação ou distinção.

Ele imagina, pelos conceitos que aprendeu, que uma cor de pele, as feições do rosto, tipo de cabelo, altura, peso, idade e classe social podem definir quem é melhor ou pior em nossa sociedade. E esta separação, esta definição pelas aparências se estende a outros aspectos humanos, como por exemplo, sexualidade, opção religiosa, definição ideológica ou política, rua onde mora, cidade onde nasceu, nome de família, conta bancária e profissão. São vários os aspectos que definem quem pode ser considerado superior ou inferior. E isso é mais comum na sociedade onde vivemos do que se imagina. Não conte apenas com o sistema educacional, pois sociedades ditas de 1º. Mundo, alegadas como civilizadas, educadas, possuem tantos ou até mais racistas do que as mais pobres, presumidamente semi-analfabetas.

No futebol, onde os melindres não existem e os machos de arquibancada, escondidos na massa, se expressam, estas manifestações de separação, determinação, que geram humilhação e até agressividade, são ampliadas ao seu grau máximo. O sujeito do futebol amplia suas separações, de acordo com as carências que possui, seja financeira, existencial, ou mesmo de caráter. Em torcidas organizadas, com formação nos moldes fascistas de ajuntamento coletivo, tal comportamento racista e preconceituoso é ainda maior, muito maior.

Não se espante se isso não tiver fim e só aumentar. A lei para punir o racista ainda é branda e a complacência é absurda.

O racista, assim como todas as manifestações preconceituosas exacerbadas, devem ser afastados do convívio social. Uma vez que pregam a separação e não aceitam viver em comunidade, faça-se a vontade do dono. De preferência para bem longe, de forma a não termos que ver mais o rosto destes seres abjetos.

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