O fim da era da preguiça

O momento do Avaí é bom, indiscutivelmente. Se formos avaliar nossa situação de semanas atrás (nem vou chamar os meses que passaram porque aí a choradeira será grande), demos um 180 graus histórico. Evidentemente que o avaiano comemora vitória do clube até em disputa de palitinho. Cuspe à distância onde o Avaí chegue na frente já está valendo. Gostamos de nosso clube, amamos nossa tradição vitoriosa e não arredamos o pé de nossas convicções.

Tá valendo estrelinha nesse hexagonal? Passa pra cá porque vamos atrás dela.

Ocorre que, lamenta-se exatamente o fato de termos nadado na inundação. Saímos do afogamento, mas continuamos molhados nela. Conseguimos nos salvar botando a cabecinha pra fora para podermos respirar. E esse alento, se de um lado justifica o esforço, por outro nos dá uma raiva fenomenal, por tudo o que sabemos, suspeitamos e elucubramos.

Futebol do Avaí, do Avaí de nossos sonhos, não é isso. Não nascemos para coadjuvantes, principalmente em nosso quintal.

Assim, é preciso nadar forte para sair desta correnteza e avançar para terra firme. Se tiver que se fazer mais dívidas para montar um bom elenco, que se faça, mas é impensável um time mediano para disputar Copa do Brasil e Série B, coisas que estão logo ali, na esquina. Nada de jogadores de grife ou medalhões em fim de carreira para vir aqui bater uma bolinha, sindicalistas marrentos, muito menos lagartos mansos que vêm conhecer nosso sol primaveril.

O Avaí deve ter no elenco jogadores que queiram vencer na vida. Ser alguém e não apenas mais um. Psicologicamente com espírito de vitorioso.

Os mais deslumbrados acham que técnico vira e ganha jogo. Lamento, mas o Pingo é só mais um em nossa história, quem sabe com direito a bonequinho, pois o que ganha jogo e faz um time ser campeão é a oportunidade. É a vontade. É imaginar que para chegar ao topo é preciso, antes, sair da cama.

A era dos preguiçosos deve ter acabado. Para o bem de suas próprias biografias. E para alegria da nação azurra.

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2 comentários sobre “O fim da era da preguiça

  1. Olá Aguiar.
    Bela ilustração do que é ser Avaiano; da importância de se ter em campo jogadores
    responsavelmente comprometidos (não só verbais) com o AVAÍ; e da posição do seu técnico.
    O nosso afeto e envolvimento com clube são intocáveis, inquestionáveis.
    Mas, doravante assistir aos jogos, vendo em campo
    velhos protagonistas de velhos dissabores poderá ser, para cada um de nós,
    um grande desafio: acreditar ou não nesses representantes
    do futebol do nosso Clube. Lidemos pois, com as idiossincrasias.
    No mais, xô preguiça!
    Saudações
    Carlos Cidade

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