A competição que precisa ser competitiva

O principal objetivo de um campeonato é …ser competitivo. Isso parece óbvio, mas é incrível como muita gente não se atém a isso. Os torcedores de cada time querem que o seu seja o melhor e os outros time variem entre a perebisse e a incompetência. Mas, torcedor tem os seus corações que as suas razões desconhecem. O grande problema é quando isso parte dos promotores das competições. Ou de analistas de futebol.

Há, no Brasil, uma onda estúpida para se acabar com os campeonatos estaduais. Bobagem! Tolice! Imaginam, os detentores dessa moral, que os estaduais sejam comedores de investimento ou fadados ao fracasso. É uma fórmula desgastada, dizem alguns. Quem pensa assim, não pensa no futebol. Não pensa na competição. Não pensa no equilíbrio das disputas. Não pensa que os jogadores surgem, exatamente, dos lugares menos prováveis, sejam categorias de base ou times tidos como pequenos.

E tu sabes a razão? Ora, quem patrocina os campeonatos, seja federações ou redes de TV exploram antes de investir. Se aproveitam, antes de consolidar. Quando se montam competições Brasil afora sem patrocínios como estes, todos entram em condições iguais na disputa, até que os melhores times montados saiam vitoriosos.

A Rede Globo, por exemplo, prefere transmitir jogos dos times das maiores torcidas, esquecendo que os pequenos é que são os fiéis da balança. Apostam no elitismo ao invés da competição.

É comum que um clube grande, ao ganhar de um grande, gere polêmica, discussão e comemoração. Todavia, um campeonato corrido não é decidido no embate entre os grandes, mas na vitória sobre os pequenos. Quando joga com um pequeno, o clube grande já prevê os pontos ganhos e pensa no próximo compromisso. Como futebol não tem prognósticos, é natural que estas previsões, normalmente furadas, fazem o futebol ser o que é em sua essência: um jogo de competições.

Em Santa Catarina, a RBS, do Rio Grande do Sul, é detentora dos direitos de transmissão do nosso campeonato. Investe pouco e mantém a lógica de sua afiliadora, a Rede Globo. Preconiza os grandes em detrimento da competição. E colabora para a elitização de um esporte que é popular.

Quando algum diretor desta rede, dotado de cérebro diferenciado, perceber que aqui existe um dos campeonatos mais disputados do país, e investir sério e pesado nisso, poderemos, quem sabe, reverter a lógica de falência do futebol brasileiro. Até lá, ainda teremos problemas. Para alegria dos que fumam charutos e dos que tomam chimarrão na beira da praia, mas com cérebros de ameba.

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