Curativo em casca de laranja

Crises em clubes de futebol vemos aos montes. A cada dia somos agraciados na imprensa com notícias sobre algum clube que passa por dificuldades, seja financeira ou de comportamento. Informações de fogueiras das vaidades entre jogadores é mato. Tiradas de pé covardes, baladas consagradoras, egos inflados, dirigentes mentecaptos é coisa comum no futebol.

Quer exemplos?

Falaria do São Paulo, clube com uma organização a dar inveja a muito europeu metido, e que tomou um olé da desconhecida Penapolense nesta quarta-feira, no Paulistão, amargando há algum tempo como coadjuvante. Ou mesmo do inferno astral do Corinthians, que até poucos meses era a sensação do futebol brasileiro, campeão das Américas, campeão mundial, dono da maior torcida do país (eu sei, eu sei!) e agora atravessa um beco sem saída. Posso falar até da decadência do Barcelona. Sabe-se, por lá, o que deve ser feito. As soluções são decisivas e pontuais, para o bem do clube. Nestes clubes não se pensa pequeno.

Mas aí eu falo do Brusque, cujo discurso após a derrota para o Leão, com a saída do treinador no hotel da concentração, lembra, muito, o que passamos por aqui até ontisdonti. Claro que a memória de torcedor é curta, pois a fase ruim por aqui parece ter passado, e já há quem ensaie um time de guerreiros para nossos valorosos atletas, uma vez que estamos numa sequência de vitórias rumo ao hexa.

No Brusque, o boa praça e ótimo técnico Joceli escancarou o que estava ocorrendo. A soberba subiu à cabeça dos jogadores. Não havia mais clima e alguns boleiros se acharam maiores do que o clube. Nossa, parece um deja vú!

No Avaí, há quem AME nosso ídolo da atualidade e torça desbragadamente para Hémerson Maria, lá no JEC, sem saber, ou se fazendo de desentendido, que um não vai com os cornos do outro. E cuja animosidade valeu-nos derrotas e mais derrotas, por pura disputa de egos, num passado que tu deves lembrar muito bem.

Purgamos. Tentamos curar a ferida com o doente deambulando pelos corredores da UTI. O pus apodrecido expõem-nos verdades antes nunca imaginadas. Ídolos, até então intocáveis, desfazem-se na água da praia. Mas há aqueles que desconversam ou decompõem a gramática, desfocando o assunto.

E agora, o arco-íris em cima das pontes nos remete aos dias de glória e ao esquecimento curativo.

É duro dizer para os fanáticos adoradores de jogador, mas o futebol, ou a amargura do futebol, se resolve com o afastamento das laranjas podres. O leitor, inteligente que é, sabe o que deve ser feito no Avaí, para o bem do clube e para que tão cedo não venhamos a passar o que passamos.

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