A responsabilidade no colo dos outros

Engraçado que, “às vezes”, eu penso que escrevo numa língua muito estranha. Deve ser em sânscrito primitivo ou mesmo aramaico, a língua que dizem ser dos tempos da Bíblia. Talvez até em egípcio do tempo das pirâmides. Devo escrever numa língua antiga, já há muito falecida, mas como escrevo assim, só eu mesmo a entendo. Peço desculpas. Juro que numa próxima oportunidade mando em português mesmo.

Porque não é outro o meu diagnóstico ao escrever isso “Só voltarei a falar de Avaí, ir a estádio ou mesmo escrever, dar de dedos em corneteiros e oportunistas, apontado as falhas da mídia, da Federação ou debatendo com quem acha que tem a verdade nas palavras, quando este grupo de moleques, malandros, que resolveram acabar com nossos sonhos, for mandado embora, com uma mão na frente e outra atrás. Do contrário, voltarei quando o futebol voltar.” E alguns “amigos” acharem que estou sendo incoerente.

O futebol voltou à Ressacada. Ainda meio tímido, devendo uma porção de explicações, se resolvendo, mas voltou.

É verdade que com os mesmos malandros, com os moleques que quase fecharam as nossas portas, irresponsáveis que tiraram o pé quando acharam que eram maiores que o clube, quando insultaram a torcida. Mas, ainda não foram mandados embora e resolveram voltar a jogar. Serve por enquanto, até nos organizarmos. Depois, bom, depois a conversa é outra.

Se ninguém sabe, chegamos próximo a acabar com tudo. A tradição do maior clube de Santa Catarina foi jogada na lama. E não foi por falta de esforços da diretoria, odiada por fracassados, mas porque este grupo de malandros desistiu. Lá atrás, lembras?

Não adianta ter um carro bom, reguladinho, com as revisões em dia se o motorista não quiser dar partida no motor. Pense, então, se este carro precisa de um empurrãozinho, de um ajuste mais fino, se para levá-lo à oficina para regular o motor o motorista tem que dar a partida. E não dá. E, ainda mais, quando uma porção de gente lá fora, que queria dirigir, ajuda a segurar para que este carro não saia do lugar. É assim que nos encontramos.

Aí eu pergunto para este monte de moralistas de plantão, desses motoristas que queriam dirigir e não apóiam o atual, que todo santo dia negativizam mais ainda o nosso clube, quantas mensalidade de sócio já pagaram? Qual foi a última vez que foi ao estádio, que comprou artigos do clube? Quando, em que momento, nestes tempos difíceis, convidou alguém para ir ao estádio consigo? Quando ajudou a divulgar a Timemania? Se não sabe, ela dá um dinheirinho para o clube.

Quem deu os horários de abertura de pistas? Ou divulgou os resultados dos jogos? Quantos desses convocam torcida aos jogos?

Isso é uma forma de capitalizar grana para o clube. Cadê uma campanha para levantar a moral do clube, além de viverem constantemente jogando pedras e evidenciado nossos problemas? Eles existem. Não preciso que qualquer abobado viva me lembrando.

Ao invés disso, preferem fazer campanha acirrada para um sujeito, que se dizia avaiano, mas que fugiu das responsabilidades. Daquele que quando mais se precisou resolveu se esconder. Ou dos que acham que só os filhos deles é que sofrem com as nossas derrotas.

Há quem esbraveje aos ventos cardeais seu amor pelo Avaí. Diz que seu negócio é amar o Avaí. Mas ama mesmo o clube? Ou ama o seu ponto de vista?

Se para todas estas perguntas houver uma resposta NEGATIVA, dá licença, mas não vou mandar à merda, porque a merda não merece tipinhos assim.

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