Os mafagafos e seus jogadores

Parece-nos que falar dos jogadores do Avaí está deixando alguns torcedores inquietos. A agressividade em suas defesas é gritante, algumas vezes até patéticas. Alguns já buscam até nas conjugações dos verbos de Pessoa e nos predicados de Camões uma defesa inútil. Mas isso é compreensível dada a idolatria existente em clubes de futebol. Na maioria das vezes, muitos marmanjos preferem até dormir com seus jogadores do que com suas esposas, tanto é o fanatismo existente. Talvez seja por isso que o Brasil tenha se tornado o país do futebol.

É possível que sejam pessoas infelizes, sem muitas expectativas em suas vidas, e acabem canalizando para ídolos sonsos suas mazelas existenciais. Sei lá, não sou behaviorista para analisar comportamentos, mas é inegável essa postura. Acho que o tal de Freud tinha algo a dizer sobre isso.

Algumas pessoas continuam a jogar pedras no Zunino e, por conseguinte a mim, que o defendi das injustas acusações. E, por esta análise, dizem que eu o idolatro. Tolice!

É óbvio que na ignorância de alguns eles provam que não me conhecem, e tenho sinceramente o imenso prazer de me manter afastado dessa gente por muito tempo. Tenho bronca de analfabetos funcionais, porque são preguiçosos de raciocínio e têm estreiteza mental. Eu procuro conviver com pessoas de boa mente, de bom raciocínio, de boa índole e não de tipos como esses. Mas, é evidente que não sabem de nada mesmo.

O Dr. Zunino é meu patrão, o que, por si só, mantém um afastamento natural. Portanto, não é meu amigo, no sentido estrito do termo. Se não forem tão analfabetos, como parecem ser, devem saber o significado.

Mas, há 34 anos trabalhando com ele, eu aprendi a admirar a figura humana que é, o caráter que possui, a capacidade intelectual que ele tem e o respeito natural e óbvio. Não é meu ídolo, pois pela minha formação, eu já defini quem idolatro. Obviamente, por isso, não é o Dr. Zunino a pessoa a quem colocaria uma estátua numa estante.

Mas eu valorizo, sobremaneira, o seu trabalho, a sua capacidade de aglutinar conceitos e de projetar possibilidades. E me incomoda, muito, a alusão que fazem de que ele seja bandido, mafioso, envolvido com falcatruas, ou que tenha roubado o Avaí. É este comportamento que eu abomino e que me levou durante muito tempo a formar inimigos ferrenhos, justamente aqueles que o acusavam levianamente dessa forma, de maneira torpe e sem sentido.

É uma injustiça absurda, dita por quem não conhece o empresário e muito menos o homem. Por isso, repito à exaustão: valorizo o trabalho dele, pelo que fez, pela motivação, pela iniciativa, por nunca ter abandonado os problemas, mesmo nos piores momentos. Se estas pessoas tiverem um mínimo de tutano, vão entender isso, ao invés de falarem bobagens o tempo todo. Aquela insistência que se tornou burra.

Eu afirmei aqui, há poucos dias, que deixaria de lado o futebol, até porque o futebol foi retirado da Ressacada. O grupo que hoje veste azul e branco resolveu tirar-nos esta possibilidade e acabou com o encanto e a magia.

Mas continuo apoiando o clube. Sou sócio e não vou deixar o meu clube na mão. O clube e não estes jogadores, ressalto.

Felizmente, alguns deles logo, logo vão sair pela porta da rua, uma vez que os seus contratos se acabam e poderemos ter um pouco de paz, menos vaidades e quem sabe o futebol que nos importa volte ao estádio de tijolinhos à vista.

E, quem sabe, também, a psicose idólatra suma daqui junto com eles.

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