Greve de tansos

sindicato A famosa Lei de Vampeta é burra e desonesta. Assim como a tal Lei de Gérson (do jogador, é claro!), que preconiza o jeitinho, a de Vampeta faz alusão à preguiça. E à preguiça de pensar, que é a principal delas. Assegura-se de um toma-lá-dá-cá sonso para preservar a tal relação Capital-Trabalho no futebol.

Ora, convenhamos, quem defende greve de jogadores de futebol por falta de salários, seja o próprio jogador, seja torcedor, obviamente anda com suportes metálicos no pescoço para segurar a cabeça, pois ela é vazia.

O capitalismo compra a força de trabalho e exige uma produção decorrente disso. O trabalhador vende sua “força de produção” e exige uma reparação pelo esforço exercido. É a tal da mais-valia, que mede a exploração dos assalariados pelo Capital e esta exploração é a fonte do lucro do capitalista. Grosso modo é isso e o leitor que defende a tese da greve deve ir agora à sua estante, abrir um dos livros de Marx ou mesmo de Weber, que deve possuir, e se assegurar dos conceitos.

Ocorre que, dizemos à exaustão, a valorização monetária da força de trabalho dos jogadores de futebol está, exatamente, em seu desempenho. É muito diferente do sistema de produção comum, como tentam nos confundir alguns desavisados. A bem da verdade, por essa lógica, são eles os capitalistas de si mesmos e não o dirigente, que apenas “aluga” o trabalho para tirar uma parte depois. Na atual conjuntura do futebol profissional, um dirigente, por mais cretino que seja, não se apropria da força de trabalho de um jogador. Mesmo que queira, não tem por onde.

Ora, o desempenho do próprio jogador, fazendo com que o time onde ele participa vença, é que dará visibilidade à sua carreira e promoverá um contrato melhor lá na frente. Ainda que concorram vinte ou trinta num mesmo grupo, a situação é igual para todos, dependendo do desempenho. Obviamente que, aqueles mais ligados à preguiça, às casas noturnas, ao comodismo e à tirada de pé, sofrerão. E se vier pra Florianópolis então…

O dirigente pouco apita nisso. Poxa, mas será que é preciso dizer essas coisas?

Por outro lado, se formos aplicar as famosas regras sindicais a esta relação, como querem alguns sofativistas, então devemos começar, a partir de agora, a usar o tipo de contrato que foi brilhantemente exposto neste blog  – TV BLOGUEIRO.

Algum jogador de futebol gostaria de seguir isso? Porque é assim que funciona nas empresas no modo de produção capitalista. É pegar ou largar.

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