Loureiro e Vicente: o sonho acabou

Talvez tu não conheças estes dois jogadores por estes nomes. Muitos disseram que eles jamais poderiam jogar juntos no time do Avaí. Embora de características diferentes, ambos ocupavam o mesmo lugar no campo, tinham interesses parecidos, disputavam a idolatria da torcida e os egos poderiam tolher-lhes a criatividade e as definições.

Evidentemente que grande parte destas análises vinha da mídia sonsa que nos serve e posa de inteligente, de torcedores metidos a sabe-tudo e de torcedores rivais, ora se não.

No mundo do futebol, qualquer time que tenha um maestro criador em seu meio de campo, um bom caminho para as vitórias já estará traçado. Para esnobar a patuléia ignara tínhamos dois. Que moral, hein!

Vicente foi formado no Avaí. Desde guri já despontava como um excelente meia, batedor de faltas e finalizador com habilidade ímpar. Cresceu no clube, jogou em outros, mas nunca deixou de referenciar seu amor às cores azuis e brancas do Sul da Ilha. Idas e vindas e seu amor era cada vez mais declarado como sem igual. Em 2008, na campanha maravilhosa do acesso, Vicente foi destaque e só não saiu do Avaí por dedicar-se àquele projeto de estar na série A. Foi considerado por Parreira como o craque do Brasileirão de 2009, ano no qual fizemos uma campanha memorável no campeonato brasileiro.

Em 2013 fez um ótimo campeonato catarinense e só não fomos campeões porque ali já começavam as picuinhas maiores que as paixões declaradas.

Por sua vez, Loureiro formou seu futebol em Olinda. Cresceu para a carreira no Sport Recife, passou por outros clubes brasileiros e foi tentar a vida na Europa. Destacou-se em meia temporada pelo Atlético de Madrid e escreveu seu nome no Mallorca. Disputou algumas partidas pelo São Paulo, depois Atlético Paranaense e veio para o Avaí, onde foi o craque da campanha vitoriosa de 2012. Saiu para o Flamengo sem muito destaque e voltou para a Ressacada.

Loureiro e Vicente compõem o meio de campo azurra, algo impensável anos atrás e que tornou um sonho, realidade.

O problema é que depois a realidade não virou o meio-campo dos sonhos, mas um pesadelo.

Coisas escusas, nebulosas e estranhas de bastidores, segundo dizem, têm atrapalhado o desempenho da dupla. Salários? Seria muita decepção se fosse apenas isso. Mas, é fato, não deu certo e a tendência é que se fique com apenas um deles, ou até nenhum.

Daqui por diante vou passar a chamá-los por seus sobrenomes, desconhecidos, como desconhecido se tornou o futebol da dupla. Quando passarem a jogar o futebol que nos fez sonhar, aí quem sabe eu os trate pelo nomes de batismo pelos quais ficaram bem conhecidos no mundo do futebol.

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