Amarelo é a cor mais frouxa

O futebol, todo mundo sabe, é um esporte viril, de competição, de enfrentamento, de embate. Quem acompanha as Olimpíadas vê várias modalidades esportivas onde até há alguma rivalidade, mas os competidores se enfrentam sozinhos, cada qual no seu tempo. Até o vôlei, tido hoje em dia como o segundo esporte brasileiro, é um esporte onde o embate é separado por uma rede. Os atletas não se tocam, salve as provocações de lado a lado.

Esportes como o basquete, o futebol americano e o nosso futebol são de competição acirrada, onde dedo na cara e mão no rosto fazem parte da contenda. Porém, são poucos.

Assim, clássicos são aquelas partidas onde a memória e a vingança ficam exacerbadas pela competição. É onde, da partida passada, ficou algo a ser resolvido. Da história se levantam disputas mal terminadas. E entre os torcedores e simpatizantes, uma série de rituais, mitos e estatísticas são levantados para dizer que o seu time é melhor ou mais isso e mais aquilo. Clássico é algo raro em competições onde a rivalidade está acima da conjugação do esporte. Por isso, todo mundo envolvido com um clássico, seja quem for, quer é estar participando, nem que seja debaixo de uma arquibancada entrando de gaiato na praça de esporte.

Dessa forma, causa espanto, estranhamento mesmo, a arregada monumental dada pelo técnico recém contatado pelo Avaí, o ex-zagueiro Paulo Turra. Claro, eu sou avaiano, não vale, mas se me contratam pra isso eu estou lá, na beira do gramado, mordendo a orelha do adversário. Não quero saber quem pintou a gaivota de preto e branco, é jogo pra mim.

Qualquer alegação que venha de algum dirigente, seja ela qual for, é mentirosa. A não ser que o técnico não tenha sido contratado ainda. Mas aí, não se apresenta o cidadão.

Não vou julgar o trabalho do novo treinador avaiano por capacidade técnica. Sequer lembro de algum time onde ele tenha treinado. Ah, tem o Marcilio aí e mais outro, mas eu não lembro, sinceramente. Pode ser um estudioso do futebol ou animador de torcida, sei lá. Preciso ver o Avaí jogando pra saber se tem competência ou não, antes de dizer que com ele estaremos na Série C.

Agora, essa amarelada gratuita, antes de um dos maiores clássicos do Brasil, foi vexatória. Se estamos, as pessoas que não babam por jogadores, cobrando mais dignidade e comprometimento dos jogadores que se dizem ídolos, e me aparece um treinador que não quer se aproximar do clássico, que talvez seja o único do ano, convenhamos, essa maré tá mais pra baiacu que pra tubarão.

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