Normal e natural

Fizemos o esperado. Aplicamos uma goleada naturalmente num time fraco.

Num campeonato como o Catarinense, onde o fator casa delimita campanhas e o equilíbrio sacramenta uma jornada, vencer, de goleada, os times ditos pequenos é o que faz a diferença até se chegar ao título. Por isso que todo mundo, todos os avaianos ficaram aborrecidos (sei, a palavra é outra!) por não termos vencido na estréia o limitado Atlético de Ibirama.

Os puristas irão dizer que não jogamos uma boa partida e os chatos dirão que podíamos ganhar de mais. Sim, claro, eu também iria dizer isso (nessa hora um fã que não me larga dirá que eu também sou chato). O fato é que o tal dever de casa foi feito. Conseguimos recuperar a pontuação e seguimos firmes em busca de um lugar na fase final.

A tarde/noite extremamente quente, com calor infernal, não convidava à prática do futebol. Quem já bateu uma bolinha sabe que correr dentro de uma sauna é desumano. E o campo, naquelas condições, estava com temperatura elevadíssima beirando aos fornos do capeta. O coração acelera demais, os músculos travam e a cabeça vira um balão de aniversário. Talvez seja por isso que o atacante Luciano, exímio matador (não, não começa!), tenha perdido tantos gols.

Hein? Não foi por isso?

O público, por sua vez, foi o de sempre, os mesmos avaianos. Os que não deixam o clube na mão. Há uma porção que sabe das dificuldades, mas fica em casa e só vai na boa. São os que se dizem avaianos, mas não nutrem qualquer sentimento pelo clube. Como esse assunto é muito chato, quero que se lixem.

O importante, contudo, é perceber outra coisa.

Marquinhos Santos sorriu. E isso faz uma enorme diferença.

Quando o Galego de Biguaçu, o badass da Ressacada, quer jogar, o time todo fica mais leve, não tendo que carregá-lo nas costas. Cleber Santana, por exemplo, fez um partidaço, graças ao trabalho de Marquinhos, que o deixou jogar livre e solto.  Se o Luciano Balotelli desencantou é porque Marquinhos permitiu, chamando para si a marcação e deixando os atacantes fazer o que quisessem na área. E se a defesa jogou com calma e paciência foi porque Marquinhos, antes do jogo, conversou com os dois brucutus ao pé do ouvido e pediu tranquilidade.

E tanto foi a sua boa atuação que no momento em que foi substituído percebi que corriam lágrimas em alguns camarotes. Atacou, defendeu, marcou, chutou, passou e deu alegrias à petizada. É o que se quer dele, apenas isso. Apenas.

Viu, leitor, com Marquinhos Santos, sendo o Marquinhos, o Avaí joga melhor. Claro, não tem nada a ver com o atrasado que caiu na conta. Isso não quer dizer nada.

Meu amigo José Carlos Pauli, dono do Restaurante Quero Mais, ali no Estreito, que é primo irmão do Galego e já me contou muita coisa interessante da vida dele, a essa hora deve estar muito feliz diante da atuação do Marquinhos, né Zé?

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s