Comédias da vida avaiana

É muito curiosa a vilanização que a gente acaba por fazer da vida e das coisas que nos rodeiam. Principalmente quando são de nosso gosto pessoal ou estão envolvidas com situações que nos são caras. Na maioria das vezes, contudo, sem distinção, são fáceis de resolver, ou chega-se à conclusão de que, no frigir dos ovos, acabam não sendo nada. Está muito mais no campo do desespero ou da impaciência, do que de um fato real.

Pois eu falo da história de o técnico Émerson Nunes ter colocado, num jogo-treino contra o Metropolitano, o jogador Marcos Santos, o Galego da Ressacada, no banco.

E assim foi criada a polêmica.

Bom, quero dizer, primeiramente, que não o manteria neste ano no clube. Custo a pegar indisposição com alguém, mas quando tenho, é difícil voltar atrás. Marcos Santos, pra mim, foi a maior decepção no ano que passou. É, sim, cobro dele a nossa falência no ano que passou. Ele era mais do que um jogador e acabou se envolvendo com sindicalismo barato dentro do clube. O defendi como a um irmão e briguei com muita gente por causa de sua manutenção por aqui. A vida de Marcos Santos no Avaí se acabou em 2013 e daqui pra frente ficarão só as lembranças. Pode estourar nesse ano, arrebentar e ser o craque do campeonato? Pode. Tem bola pra isso. E vou torcer muito para que isso aconteça, pois quero o melhor para o meu clube. Mas, especificamente a ele, pra mim deu.

Resolvido isso, em relação a este jogo-treino de Sábado (o qual não assisti, pois estava de molho na refrescante água salgada da Costa de Dentro) até onde eu sei não era disputado pelo campeonato. Não valia três pontos. Nenhum jogador seria vendido ou negociado por causa desse treino. Era jogo para se observar posicionamento, jogadas, destravar músculos, oxigenar a petizada, enfim, era um jogo-treino (dããã!), com todas as vicissitudes, idiossincrasias e percalços que isso gera.

O Metropolitano nem se sentiu a última bolacha do pacote por ter empatado com o mais vezes campeão. As rádios da Capital não iriam fazer link com as do eixo Rio-São Paulo para transmitir, em cadeia nacional, para todo o Brasil.

Creio até que nem usaram um uniforme especial para o jogo. Acho até que havia alguns tansos (alô, Assis) na beira do gramado do CFA assistindo ao treino, ao invés de estarem na praia naquela hora.

Mas, a história desse jogo entrará para os anais da história de nosso clube exatamente por terem colocado Marcos Santos no banco e dado espaço para uma celeuma idiota.

E eu e essa minha mania de me meter nos assuntos dos outros. Puxa vida!

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