Uma opinião pra chamar de minha

Tu queres dar uma opinião ou fazer uma crítica nas redes sociais envolvidas com o time do Sul da Ilha? Pois vais perder o teu tempo, uma vez que, frequentemente, vemos por aí as críticas das críticas pipocando na blogosfera avaiana. Se não fizer parte de uma certa turma aí, não dará muito certo. A ideia anedoticamente difundida é garantir a tua liberdade de expressão, desde que ela não imbique com uma destas “opiniões”. Hipocrisia pura e simples, obviamente. Se não seguir o processo natural, que é ter que concordar com uma opinião estabelecida por este grupo, receberá uma série de impropérios, surgindo até juízes da tua moral.

– Como é que tu podes acreditar nisso? Como podes defender aquilo? És um cego.

Isso é só um carinho na bochecha, pois todos sabemos que a coisa é muito pior que isso.

A verdade é que falta amadurecimento em muito barbado para digerir palavras e opiniões, é o que se percebe. A propósito, saber ler é um dos requisitos negados.

Numa ordem que seria a correta, uma crítica, na imensa e atlântica maioria das vezes, tem que ter embasamento. Tem que defender uma causa, um objetivo. Tem que estimular o debate pela lógica dialética. E é, por mais que alguém se morda de raiva, uma opinião pessoal, com apoio ou discordâncias, com via de mão dupla e tem que ser respeitada. Pode até ser dura e forte, mas é um ponto de vista.

Por isso, a crítica não estimula hostilidades. Não pode vir carregada de insultos, pois isso, sim, gera os tiros e flechadas. A hostilidade parte de quem não aceita, de forma alguma, a crítica, seja ela contra ou a favor ao objeto em tese, se não for combinado com o grupo. Sim, uma crítica pode ser também a favor, ora bolas! Mas o tal grupo não aceita.

Ter uma opinião e estabelecer uma crítica significa que uma pessoa observou e tirou conclusões. Ser hostil a uma opinião significa que alguém não gostou, não respeita a opinião e quer que o autor se cale. Ou se foda, que é o mais comum.

Aliás, o ódio disseminado nas redes sociais não é exclusividade da blogosfera avaiana. Os babacas por aqui que me detestam (e estou cagando e andando pra eles), me chamando de puxa-saco, pombo enxadrista, bajulador do Zunino e quitutes refrescantes são só mais alguns dos machos de teclados espalhados por este mundo do ciberespaço. Quando não são anônimos covardes, são covardes conhecidos, o que dá no mesmo. Alguns ficam na moita, esperando uma chance, um deslize, uma bola fora, uma mijada fora do penico pra botar o bloquinho sujo na rua. E dei-lhe desancar o alvo preferido. É o que está ocorrendo agora com o próprio presidente Nilton Macedo. Há até uma boa vontade (mentirosa!) reinante, mas basta ele não rezar na cartilha deles que o pau vai roncar.

A parte curiosa da história toda é vermos muitos donos da verdade jogando pedras gratuitamente de maneira ofensiva, pesando na mão de forma arrogante, contra alguém ou contra uma determinada medida e chamando isso de crítica. Pode isso, Arnaldo? Crítica não é depreciação, muito menos censura ou impedimento de agir. A gente sabe qual é o nome disso.

Às vezes beira às raias do crime, culpando alguém sem julgamento e acusando sem provas. Houve quem escapasse ileso e está nadando de braçadas por aí, por sorte e juízo meu, pois qualquer advogado se fartaria com os processos por calúnia e difamação (eu, por exemplo, tenho uma boa coleção de pessoas que a essa hora estariam pagando tributos ao erário).

E, no entanto, quando é contrariado, acusa o interlocutor de não respeitar opiniões. Curioso e engraçado. Crítica, seja a favor ou contra, é para ser debatida e não gerar MMA fora dos teclados.

Há muita gente que se incomoda com minhas opiniões. Ótimo! Obrigado pela força, pois vou continuar.

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Um comentário sobre “Uma opinião pra chamar de minha

  1. Fala, Aguiar!
    As opiniões não são respeitadas. Qdo me posiciono sobre assuntos do Avaí, tento lembrar de colocar aspas para lembrar que é o “meu pensamento”.
    Tem gente que ama o MS10, da mesma forma tem que não goste, “por exemplo”. Já vi um bocado de gente se xingando por causa do assunto.
    Cada um tem sua opinião e ponto.
    Deveria ser mais simples, certo?

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