O leva-e-traz compulsivo

Engraçado que em alguns momentos em nossas vidas parece que temos que levar alguém pela mão, para que não faça algo estúpido ou tome alguma atitude precipitada. Igual ao que se faz com crianças pequenas ou idosos trôpegos ao atravessar uma rua, por exemplo.

Na reunião que tivemos na segunda-feira com a diretoria avaiana foi deixado bem claro, para que todos ouvissem, que as pessoas que usam internet, os frequentadores de redes sociais e blogs dessem menos ouvidos ao que se difunde nas redes e na mídia, uma vez que muito do que sai daí é fofoca e especulação barata. Poxa, mas será que foi preciso um diretor de time de futebol dizer isso?

Dia sim, dia também, dizemos aqui, assim como outros amigos em seus blogs também dizem, como os amigos André Tarnowsky e Adriano Assis, por exemplo, que as pessoas devem ter mais opinião própria e se conduzir por menos fofocas, por menos “ouvi dizer”. Entenda-se não dar muitos ouvidos à imprensa local e muito menos a blogueiros fanfarrões, aqueles que vivem com a murrinha escancarada e as pedras nas mãos, faça chuva ou faça sol.

Aquela velha frase de “se não me contaram é porque aí tem coisa” é useiro e vezeiro de quem gosta de mexericar. A dúvida apresentada, nestes casos, gera atestado de fé, é disseminada como boato e se estabelece como verdade pétrea. Lembro que não é apenas a criatura divulgar uma notícia, mas dar aquela notícia como verdadeira. Às vezes acontece. Topamos com algo tão contundente e desproposital e acabamos embarcando e divulgando algum balão de ensaio. Não falo da topada, que é casual, mas de transformar um descuido em profissão.

Aí, as perguntas que eu sempre faço são:

– Para que criar esse clima ruim? Para que inventar ou difundir invenções? Qual a necessidade de ser fofoqueiro? Para dizer que é o cara? Que tem “visão das coisas”? Que consegue entender como o troço funciona? O mundo precisa da roda e o sujeito a inventa?

Lembro que isso nem crítica é. E também não estou fazendo um convite ao bundamolismo, de o sujeito ver a orquestra passando e nem se incomodar. Se a pessoa fizer um levantamento estatístico sério, um teste de probabilidades, obtiver documentos datados e referenciados, uma nota assinada por pessoas idôneas e com fé pública, afirmando que aquele assunto que difunde tem respaldo jurídico e legal, está mais do que certo repercutir. Fato é fato, opinião é opinião.

Caso contrário, é apenas um relés e servil fofoqueiro, um leva-e-traz. Uma melancia aparece mais.

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2 comentários sobre “O leva-e-traz compulsivo

  1. Prezado Aguiar, o mais engraçado dessa história contada diariamente, é a certeza “cega” que são mais honestos, probos e bem aventurados que os outros! Na boca dos “nervosos” todo mundo é vagabundo, incompetente e digno de desconfiança, só por que não tomou no mesmo copo, comeu a mesma pizza ou não votou na mesma chapa? Menos, bem menos, o que nos interessa é o Avaí, e ele tá aí, se erguendo, estruturando e com time pra jogar, queiram ou não, vamos entrar competitivos, já ganhar é outra história!

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