O desrespeito dos despeitados

Perguntam-me se o Avaí é um clube pequeno. Sim, respondo, é. É, no cenário nacional. No meio dos bambambans do futebol pentacampeão milionário das grandes capitais, ainda é um clube pequeno. Não digo nem de porte médio, mas pequeno mesmo. Nosso orçamento, tirando a abnegação de quem se desdobra para mantê-lo de pé (e que não é reconhecida), é de clube pequeno no Brasil.

Contudo, em nosso quintal, na terra dos barrigas-verdes, dos comedores de siri do litoral, dos chupadores de bomba da Serra e do Oeste e dos comedores de linguiça e tomadores de chopp do Vale e do Norte, temos grandeza. Se há uma nata, surfamos por cima dela. E é aí que a pequenez nacional perde impacto diante da nobreza regional.

A nossa história tem valor de gigante.

Mas, ainda assim, ainda com toda esta importância, somos tratados como uns nadas. Uma coisinha de brincar. Ainda há quem ponha dúvida em nossa capacidade. Há quem, por mágoa, ressentimento ou mesmo ciúme seja incapaz de perceber que em qualquer campeonato da região onde o Avaí entrar, chega como franco-favorito. Porque é grande por aqui e pleno em suas conquistas. Desconhecendo isso, por conveniência ou covardia, nos chamam de quinta grandeza. Fazem chacotas. Desmerecem a nossa importância. Onde já se viu?

Os da casa, o chamado fogo-amigo é pródigo em sandices. Jogar pedras na própria cabeça, convenhamos, é para infelizes e tolos. Moleques rastaqueras derrotadas da existência que querem mais é aparecer. Incomodam, fazem estragos, mas, às vezes, ajudam a pagar as dívidas, o que é importante.

Partindo da mídia, não. Aí a coisa pega. Porque lá fora, no grande cenário, muitos os ouvem e os vêem. E acabam sendo levados por este comportamento atroz e avacalhador. Nossas cores e nossa existência são jogadas na vala comum. O tratamento é diferenciado e destrói. Pouco a pouco, dia a dia.

Que desfaçatez é essa? Quem lhes deu esse direito?

Impõem-nos feiuras, vulgaridades e respondemos com títulos e campanhas memoráveis. Nenhuma campanha do Avaí, em qualquer campeonato passa despercebida. Mesmo as mais estrondosas derrotas. Por isso, exigimos respeito. E por isso nos incomodamos quando nos tratam como Zé manés.

A forma como foi tratada a situação de Cléber Santana é emblemática. Revela pouco caso, falta de informação. Houve deboche. Houve necessidade de ser protagonista, de tomar posse da verdade. Faltou humildade. E agora querem criar outro clima ruim, afirmando que haverá tempestades e tormentas no grupo avaiano em função destes salários altos que serão pagados daqui por diante. Picardia. Insanidade. Despreparo. Isso não é papel de jornalista sério.

Do mais vezes campeão, do de maior torcida, do melhor colocado nos diversos rankings e o de maior importância em Santa Catarina não se pode duvidar de nada. Que nenhum jovenzinho recém formado nos cursos de jornalismo Wallita da vida, ou qualquer torcedor que não envergue as cores usadas no Sul da Ilha, aliás, mesmo os caseiros, duvide disso.

Limpem as bocas, seus teclados e abaixem suas cabecinhas quando falarem do Avaí Futebol Clube, quem quer que seja.

Somos muito maiores e muito mais importantes que qualquer agrupamentozinho de mídia ou jornalistazinho mequetrefe espalhados por aí. Que fique bem claro.

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