Tempo perdido

As movimentações do processo eleitoral na Ressacada, confesso ao leitor, estão mais surpreendentes que a própria campanha do acesso do Avaí. Os enredos dos filmes, Os Incríveis, Assim Caminha a Humanidade, Os Infiltrados, e o Quanto Mais Rezo, Mais Assombração me Aparece, este último que não é filme, mas seria uma boa história, dão mostras do quanto aquela coisa chamada desfaçatez humana é comum.

Por conhecer a integridade moral do presidente Zunino externo meu apoio incondicional. Alguns abobados, que inclusive comeram da minha comida, e só depois me dei conta que a aproximação era por interesses mesquinhos, bateram na sua gestão – e nele pessoalmente – por não aceitarem derrotas, e me acusavam, pelo apoio, de estar sendo pago para isso.

Como nunca tiveram compostura, evidentemente que imaginavam que qualquer um poderia agir assim. Ah, sim, eu tenho direito a duvidar  de quem eu quiser. Duvidaram da minha moral o tempo todo, ora, bolas.

Mas o que eu percebo, sobre o processo eleitoral, é que o oportunismo virou moeda de troca. Lamentável. As andanças de lado a lado demonstram condutas de envergonhar padre pedófilo. De fazer corar pastor trambiqueiro.

Se um astronauta viesse de Marte agora e olhasse para tudo isso, se um sujeito que voltasse da Antártida, depois de anos de exploração, passasse a acompanhar as campanhas de eleição na Ressacada, ambos diriam, sem titubear, que isso está uma maravilha. Afinal, as partes se entenderam democraticamente.

Contudo, quem acompanhou, dia após dia, os anos de administração Zunino sabe que não é assim. É uma mentira. Há gente com sorrisinhos fáceis nos lábios, mas que esconde uma capacidade pérfida de enganar e esconder a verdade.

Durante este período o ódio imperou. Estes que agora querem um Avaí mais forte tripudiaram, enxovalharam, desmereceram e esquartejaram o quanto puderam o Avaí. Não houve colaboração. A todo momento a palavra de ordem era bater incansável e insistentemente no Zunino, e que se estendia a seus familiares. E nenhum doidivanas virá agora me dizer que é mentira. Era só o que me faltava.

Sob as alegações mais estapafúrdias, todas as formas de tentar emparedar esta administração vitoriosa foram tentadas. Felizmente, como era de seu perfil, o presidente Zunino, com a hombridade que lhe é peculiar, assimilou os golpes, um a um, de dia e de noite. Mas quem conversava com ele sabia de sua tristeza.

Mas, passado tudo isso, eis que surge um processo no qual as coisas poderiam se assentar e a condução do Avaí, de sua estrutura, poderia se sedimentar. E aí o que vemos?

O dito candidato da situação arriando as calças para quem sempre tocou o terror e quis a esbórnia dentro da Ressacada, para quem virou as costas e só quis espaço por seus interesses.

O sentimento de que perdi meu tempo cresce a cada hora.

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2 comentários sobre “Tempo perdido

  1. Aguiar, você sempre diz que o torcedor é passional e momentâneo. Essa turma do contra tem memória curta. Esses caras, sob a alegação de transparência e independência do CD, e que na sua maioria tem direito a cadeira cativa por serem ex-presidentes, nunca apareceram nas reuniões para apresentar sugestões, reclamar da postura do CD, etc.
    Esses mesmos que alteraram o estatuto e aumentaram o mandato do presidente para 4 anos, com intuito de se perpetuarem. Que alteraram o estaturo e remuneraram o presidente, fazendo com que a entidade perdesse a imunidade fiscal. Esses caras que foram campeões da série C, porque o Argemiro Manicke Barreto, sogro do Roberto Cavalo, mandou o genro e outros 5 jogadores dispensados do Criciuma e bancou a folha, porque eles não iriam participar da série C, porque o Avai não tinha dinheiro para suportar as despesas. Esses caras que levaram o Avai para a segnda divisão do Estadual. Deixaram o estádio quase caindo. Encerraram todas as contas bancária do clube.
    Cheques voadores, como aquele que o Airton Galdino deixou cair quando dava entrevista. Cheque do João Carlos para pagamento do Regis., Ações trabalhistas a rodo.
    Hoje querem voltar como herois. Poderiam até voltar. é um direito, Mais voltem sem denegrir a imagem de um homem que tornou o clube o maior de SC, com o melhor estádio, com um CT em boas condições, com uma estrutura de clube organizado.
    Abs
    sardá

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    • Perfeito, Décio. Sem ressalvas. A minha incomodação é ter presenciado muito disso, ter ficado do lado do presidetne ouvindo todos os desaforos possíveis, e os seus substitutos, ao que parece, querem jogar isso tudo fora.

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