As múltiplas faces de um time

Depois do caminhão da parada da diversidade que atropelou o Avaí neste domingo, muitos Tylenol e chazinho pra curar dor de cotovelo, deve começar agora o balanço do que quer o Avaí nesta série B. Não tenho dúvida alguma de que agora será o tudo ou nada.

Mas, porque agora? A lavada é curativa? um time de futebol tem que tomar uma spauladas dessas pra poder criar vergonha?

Por outro lado, também penso que passar a execrar jogadores que até a última rodada “haviam encaixado no time” é presunção de “ixpecialista”. Pedir punição exemplar do zagueiro Alex Lima e deixar de puxar as orelhas de Cléber Santana, por haver errado muitos passes e ter cobrado displicentemente o pênalti, também é muita ensaboada. Concordo que o zagueiro foi extremamente infantil e desleal, mas Marquinhos e Cléber Santana foram incapazes de assumir o jogo.

Aliás, é um jogo para não esquecer. Discordo, portanto, totalmente do treinador avaiano que disse para se passar uma borracha em cima do que houve. Peraí, na derrota contra o Guaratinguetá ele foi categórico em assumir que errou na substituição de Leandro Silva, mas afirmou que faria tudo de novo por convicção. E agora quer esquecer o seu principal erro, que foi não recompor a zaga após a expulsão do zagueiro Alex Lima?

A propósito, ele também deveria explicar porque virou as costas quando o Cléber Santana foi bater o pênalti. Como é que é isso? Não confia em seu jogador? Não está junto para o que der e vier?

O fato, a realidade é que o time avaiano tem muitas variações e não são de jogadas. É totalmente instável e imprevisível, até para ele mesmo. Sustenta-se na qualidade de alguns jogadores, mas que não conseguem fazer com que outros mais novos, incluindo o próprio treinador, acompanhem esta postura.

O Figueirense foi arrasador, não porque tenha mais time, ou que possua craques de seleção, mas porque entrou em campo querendo mais do que ser o mero coadjuvante que é nesta série B. Foi por poder errar e se oferecer para o jogo que venceu de forma avassaladora, mesmo sendo um time comum. Se tivesse o time que a mídia tanto endeusa, teríamos terminado com um placar de basquete na Ressacada, tanto foi a apatia com que o time do Avaí (não) jogou. A verdade é que perdemos para um time ruim e que deixamos fazer o que quisesse, sem um dedo mínino de poder de reação.

Então, é esse o time que diz “querer subir”? É esse o time que se chama “caveira”? É o time encardido e carrancudo? Um time tem que fazer por merecer um acesso à série A e do jeito que o time do Avaí joga algumas partidas, é mais candidato a rebaixamento.

A partir de agora, para estas últimas cinco rodadas, o time avaiano terá que dizer o que quer da vida. Fazer uma partida de showball, com jogadores dando toquinhos improdutíveis para os lados, e perdendo para os atlético goianienses e figueirenses da vida, ou vai querer, mesmo, dar as cartas e se assumir um time de machos que não têm medo de cara feia e que quer jogar futebol?

E é bom dizer logo, pois o campeonato está acabando e muita gente já está com o “eu já sabia” na ponta da língua.

Anúncios

Um comentário sobre “As múltiplas faces de um time

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s