De ursos polares e bipolares

Sob a recomendação (tenho outra palavra, mas eu não queria usar!) de estar dando uma opinião, muitos jornalistas da mídia da Capital atestam com olhares de videntes que tanto Avaí, bem como o rival, não teriam chances de acesso à Série A/2014. Alegam que suas campanhas são pífias, sem recursos e sem qualidade alguma dentre seus jogadores, afirmando como decreto de chefe de Estado que já acabou e devem se preparar para o próximo ano na mesma série B.

Digo que isso não é opinião, nem é crítica, isso é torcida. Torcem contra, baseados em conceitos subjetivos, etéreos, o que revela alguma circunstância mal resolvida do passado e agora querem deixar claro o seu desprezo pelos times da Capital. Em alguns momentos chega com ares de desdém.

De torcedor a gente espera isso, afinal este alienado de arquibancadas mal consegue resolver seus problemas existenciais, quanto mais emitir uma opinião fundamentada no bom senso. Existe para a mídia apenas para encher linguiça em finais de jornadas esportivas. Mas de profissionais que se dizem jornalistas, com pompa e circunstância, a afirmação categórica cheira a ranço. Um ódio empustemado. Meu amigo Assis tem um adjetivo para isso, que ele usou recentemente para um sujeito que vivia no camarote a encher os tubos do goleiro Diego.

Porque, sinceramente, não vejo outra forma de mencionar alguém que se diz profissional de imprensa, e que é pago para comentar, ao decretar o fracasso dos times faltando ainda muita azeitona pra encher essa empada. E o pior é que são pagos pelo produto que desmerecem. É o poste fazendo xixi no cachorro.

Ora, é bom deixar claro para analfabetos funcionais que as pessoas, de todas as nuanças e matizes, podem emitir opinião. É da natureza humana observar o entorno e dizer o que sentem e como se relacionam com isso. Mas, para pessoas com carteirinha de algum conselho de classe referenciado se espera que haja o momento do comedimento, da crítica abalizada, do posicionamento baseado em formas e conceitos depois da palavra boba (tenho outro nome, mas também prefiro guardar!) ser expelida.

Curioso é que, quando acompanhamos a imprensa de outras praças (e hoje a internet tirou o pão da boca de muito decano da mídia local) as declarações são outras. Ocorre até um bairrismo às avessas. Nos exaltam por sermos uma praça em ascensão no futebol. Dizem que jogamos um futebol moderno, que alia toque de bola, marcação e competência coletiva. Lá eles vêem isso. Lá se percebe que Santa Catarina trocou os altos investimentos das praças famosas por puro jogo de bola.

Não, não queremos elogios. Apenas que não haja juizos de valor tão acentuado.

Mas como só se vê pulga em cachorro anoréxico e mijado, os profissionais de mídia daqui, que possuem o rei, a última bolacha do pacote e a cocada preta tudo na barriga, continuarão a ser o que sempre foram, uns nada de coisa alguma. É o único lugar do mundo onde a imprensa não faz críticas, mas torce contra seu próprio patrimônio.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s