Como uma lenda

É isto que está começando a se transformar a campanha do Avaí nesta série B. Saído das profundezas da zona de rebaixamento, o time do Leão da Ilha, comandado por Hémerson Messias, o Maria, e levado na ponta dos dedos por Diego, Ricardinho, Alex Lima, Bruno Maia, Eduardo Costa, Héracles, Rodrigo Thiesen, Uchoa, Cléber Santana, Marcio Diogo, Marquinhos Santos, Luciano, Tauã, Beto, Reis e Aelson, começa a fazer história.

Se em 2008 tivemos momentos épicos que não nos saem da memória e já fazem parte das conversas cada vez que se fala da vida do Avaí, este time de 2013 vem com temperos de epopéia. Há um sabor especial aí, uma vez que este time foi desacreditado por muita gente. Desde lá, no catarinense, sempre houve senões e narizes torcidos, com ou sem razões. Não vou entrar no mérito se as críticas têm fundamento, mas ressalto que este grupo superou tudo isso e hoje está em evidência.

Mas há algo que precisa ser levado em conta, que é a participação da torcida.

Quando eu dizia, desde as primeiras partidas deste ano, que torcida no estádio faz a diferença, muito machão de teclados anabolizados pela internet me acusava de estar pondo a culpa nos torcedores. A prova de que torcida é importante e é capaz, sim, de impor uma vitória foi dada neste jogo contra o Sport. Em momento algum o time em campo se sentiu sozinho ou “falando para as paredes”. Havia uma resposta, um espelho nas arquibancadas, o suficiente para empurrá-los a uma vitória soberba num jogo espetacular.

Como o SE não joga, não vou lamentar os pontos perdidos por falta de apoio dos torcedores, mas espero que tenhamos casa cheia daqui por diante até o fim da competição. Tenho certeza que os analfabetos funcionais começaram a entender o que isso significa.

A história deste Avaí/2013 será narrada por muitos anos. Sua garra, raça e superação farão parte dos livros de história. Os olhos não esquecerão os lances e jogadas desta temporada, que impregnarão para sempre nossos pensamentos. Mas isso só poderá ser repercutido e contado às gerações futuras se tivermos testemunhas no estádio. Se nas conversas daqui por diante uma destas pessoas disser “eu estava lá”, certamente a lenda desta campanha será relembrada.

Não sei quanto aos outros, mas eu quero fazer parte desta história.

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2 comentários sobre “Como uma lenda

  1. Aguiar,

    Como na maioria das vezes, um texto brilhante. Porém, ficando apenas no título, “lenda” é o que vais encontrar quando souberes das articulações feitas para a montagem da chapa que irá concorrer ao Conselho Deliberativo do Avaí…

    Literalmente!

    No mais, concordo contigo e, se permitires, vou “copiar” esse texto para colocá-lo às 18 horas no meu blog.

    Saudações AvAiAnAs!

    André Tarnowsky Filho

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