A lorota boa

Às vezes eu paro defronte à tela do computador, leio algumas coisas, e me divirto até escangalhar a barriga. Daquelas risadas de se chamar o SAMU senão o sujeito pode ter uma apoplexia. Porque o que leio e o que interpreto é realmente risível, não pode ser sério. A brincadeira tá gostosa.

Com esta história do seo Hémerson Maria como técnico do Avaí e ícone de algumas virgens vestais e bajuladores de ocasião, com as consequentes cutucadinhas de torcedores, blogueiros e jornalistas, é de se pensar no quanto a estupidez humana assume proporções de insanidade. Como a que eu escrevi aqui e que existiu durante anos nos arredores da Ressacada.

Nunca disse por aqui, por exemplo, que o atual treinador do Avaí era ruim ou que precisava ser mandado embora. Ele é limitado, o que é diferente, e é muito esforçado e está demonstrando isso. Mas já estivemos em situações ruins no Avaí. Mesmo neste campeonato ou até na história. É só lembrar que Flávio Félix já foi presidente do Avaí, o que demonstra que as coisas evoluem.

Neste ano, desde o começo, as pessoas que observam o futebol, diziam que o time que o Avaí montava era bom. Deu errado, não conquistou o Estadual e nem a Copa do Brasil, porque os treinadores que vieram, também limitados, não conseguiram ajeitar o time. Mas ali o Rondinelli era uma anta, não prestava. Porém, o Rondinelli trouxe Hémerson Maria (sim, é ele quem contrata), que com erros e acertos, está fazendo o Avaí chegar. Mas agora ninguém fala do Rondinelli. Não que eu morra de amores por ele, nem o conheço pessoalmente, estou apenas apontando como se é injusto nestas horas.

Como técnico novato, Hémerson Maria tem potencial, erra e acerta, algo absolutamente natural no futebol. O problema é que erros infantis na série B, como os que ele já cometeu, podem nos custar a classificação. E o cargo dele também. Ou seja, se faz análises sem ranços ou rancores de jogos.

O problema maior, contudo, não é esse. O que está acontecendo é que estão transformando o sujeito em Hémerson Messias. E aí as sandices afloram. A frase, “eles terão que engolir”, obviamente com endereço, reflete uma patologia psicológica profunda. Igual aquela “ah, se essa moto passasse por cima de novo”. Ou ainda a de que se quer um ariano no lugar do negro Hémerson Maria. São coisas idiotas, evidentemente, no sentido patológico do termo. Está-se transformando uma simples discussão de postura técnica ou tática do futebol em defesa de tese de sociologia. Quanta tolice!

Ou seja, é comportamento de vingancinha, de coisas mal resolvidas e aí vem a necessidades de ofender e atacar.

Quero avisar a quem tenha olhos para ler e ouvidos para escutar (e cérebro para pensar, o que é mais difícil) que não sou dono da verdade e se quiser dar a minha opinião, ela será dada, mesmo que crianças mimadas e velhos babões se incomodem. Amanhã posso mudar tudo. Porque é apenas uma opinião.

Não torço e nunca torcerei contra o Avaí para provar minha opinião. Não vou ao estádio para vaiar. Sequer alguém me vê saindo do sério, ofendendo a tudo e a todos. Não vivo montando clubinhos para achar erros no Avaí. Não frequento camarotes com o intuito de observar onde a administração erra. Coisa, aliás, que foi feita por muito bobalóide que hoje posa de defensor do Maria, que era para que o Zunino se estrepasse. Havia até um zuninômetro, esqueceram?

E aí virei corneteiro, porque tenho uma opinião técnica e não política. Era só o que me faltava aturar melindres juvenis nessa hora.

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