Apesar de Maria

O jogo deste Sábado contra o América de Minas mostrou mais uma vez que o time do Avaí tem potencial e muita vontade de vencer, ainda que o técnico Hémerson Maria faça uma força danada para querer ao contrário. A questão de qualificação deixo de lado porque não discuto subjetividades. É muito para minha cabeça querer debater parâmetros de peças de fábrica comparadas com jogador de futebol.

Já disse inúmeras vezes e repito até ficar entendido: time bom é aquele que vence. Seus jogadores serão chamados de guerreiros e haverá estátuas e faixas para eles. E time ruim é aquele que perde. Seus jogadores são mercenários e bando de cones. O time, invariavelmente, é o mesmo. Só para saber como esta lógica funciona, este time do Avaí, que completará um turno nas mãos do Hémerson Maria, já no jogo desta terça-feira contra o São Caetano, é o mesmo que fugiu pelas portas dos fundos do aeroporto Hercílio Luz, e agora é exaltado quase como de guerreiros. Futebol é isso, neguinho, não adianta fazer biquinho de indignado.

E para perceber como tenho razão, o time do Corinthians que chegou a campeão do mundo e exaltado por todos está sendo apedrejado agora e sendo chamado de bando de pernas de pau. É o mesmo time, com a saída de um e entrada de outro.

Mas a discussão passa, também, no que o Avaí pode produzir a partir de agora. O jogo contra o Palmeiras mostrou um Avaí com um futebol que ainda não tínhamos visto. Contra o Joinville era o Avahy da história, aquele velho time de luta e garra que nos enche a memória de boas recordações. Este de Sábado, no Independência, foi o de um time com muita vontade e até com o jogo em suas mãos, não fosse a magistral travada dada seu próprio treinador.

E o que será contra o São Caetano? E os demais?

Ocorre que, baseado na caminhada árdua rumo ao G4 e, daí, um acesso à Série A, só se pode falar de jogo a jogo. Cada um é um campeonato a parte e os pontos perdidos já estão nas contas do passado. Tem-se que pensar no que vamos ganhar. Por isso, olhar para a frente significa elaborar uma estratégia para cada jogo. Cada um, agora, é uma final de campeonato. Não tem o próximo, tem o atual. E nem adiantam as maquininhas de calcular e nem prognóstico com cabeça de camarão. Porque o que vai decidir o que será o próximo jogo é o jogo jogado agora. Por isso se precisa de um estrategista.

Agora é a hora da verdade. E agora é a hora de o treinador avaiano fazer jus à torcida que existe para ele.

A desculpa esfarrapada de que não tem jogador e faz o que pode, deve enganar a madames esquentadas ou velhos babões empedernidos, mas quem acompanha o futebol sabe que se pode fazer um bolo apenas com farinha de mandioca, água, açúcar e sal, se for este realmente o problema.

Se as pessoas exaltam o treinador avaiano por ter-nos tirado da zona de rebaixamento, também é hora de dizer que se quer um pouco mais. Se quer, além de um simples botador de jogadores em campo (o que já faz de maneira muito ruim), um verdadeiro comandante a pensar um jogo de futebol e não a dar respostinhas sonsas a radialistas enfezadinhos.

O time do Avaí depende muito mesmo, agora, de seu técnico, uma vez que os jogadores já mostraram que podem. Basta, tão-somente, usar o vasto conhecimento que diz ter no comando dos jogos. O resto deixa pra gente torcer.

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