Entre a derrota e o stress

Às vezes me pergunto por que nos incomodamos tanto com esse troço chamado futebol. Era para ser uma atividade esportiva, com caráter lúdico, de diversão, cujo desenrolar é a baseado na competitividade com alegria nas vitórias e conformação nas derrotas. Entretanto, vez por outra nos estressamos demais. E em muitas oportunidades desnecessariamente.

Hoje tenho um amigo que está internado num quarto de hospital, dopado, esperando se recuperar para tentar outra cirurgia de retirada de tumor no cérebro. Dedicou 10 anos de sua vida direta e intensamente ao Avaí, de todos os jeitos imagináveis. Acertou muito e errou bastante. Mas reviu conceitos e percebeu rotas equivocadas. Durante esse tempo tomou, bateu, levou, apanhou, foi execrado, para agora terminar de maneira melancólica e sem reconhecimento.

Hémerson Maria, o técnico do Avaí, tem nas suas mãos uma possibilidade, a de fazer este time chegar a uma série A de campeonato brasileiro. Se chegar, chegamos juntos, mas se fracassar também fracassaremos todos. Porém, ele imagina que a sua responsabilidade é muitas vezes maior do que as responsabilidades de todos os outros envolvidos com o Avaí. Assumiu para si uma cruzada messiânica. Tanto que diz em suas entrevistas, sem medo algum de demonstrar soberba, que se errou faria tudo de novo, do mesmo jeito.

Quando uma situação num time de futebol, ou até mesmo na vida, chega a esse limiar é porque se acabaram os jeitos e as considerações. A discussão se encerrou. As soluções foram para o ralo. Os resultados nem mais importam, apenas os egos. Pois então, seu Hémerson Maria, faça o que bem entender com o Avaí e com suas convicções. O dono da verdade é você. Não vou mais me estressar com isso. Fique com isso e com seus seguidores.

Não sou e nunca fui de fazer terra arrasada ou de impor uma crítica por questões pessoais. Muito menos de desistir, de jogar a toalha, de rasgar carteirinha devido a um mal resultado. Há quem convoque público zero, levante faixas, erga a voz maliciosa e punitiva, que peça a cabeça desse ou daquele quando suas prioridades não são respeitadas. O que eu faço, simplesmente, é  pedir que as pessoas assumam suas responsabilidades. Por isso, não vou pedir a cabeça do técnico Hémerson Maria. Ele que resolva a sinuca onde meteu o Avaí, com todos os acertos e honoráveis erros.

De minha parte, continuarei a ir ao estádio, a torcer, a debater, a apoiar incondicionalmente, porque o Avaí eu não abandono. Mas o meu stress e as minhas preocupações eu pretendo deixar para coisas mais importantes. Se der para continuar a me divertir com o futebol, farei com gosto. Se não der, vou tentar outra coisa, de outra forma.

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2 comentários sobre “Entre a derrota e o stress

  1. Ir á Ressacada é de certeza, saber que temos três resultados possíveis mais ainda, porém eu quero apenas que o time jogue como jogou o clássico no turno aquele time que não precisava de contratações pois foi brilhante, aquela é a formação a não ser por cartões ou lesões, mas tinha um diferencial a marcação no campo do adversário pressão total e deu certo tanto que no primeiro tempo o Avaí brincou de jogar futebol e os três meias do Avaí jogaram muito porque roubavam a bola e tinham ela nos pés no campo do adversário.
    Apenas quero isso mais nada dai podemos até perder pois faz parte mas perder por medo de jogar eu não admito. Duvido que se jogarmos da mesma forma que naquele primeiro tempo não consigamos ganhar 12 dos jogos que faltam, mas devemos jogar assim aqui em casa e fora.

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