O todo é um conjunto de muitos

Estamos a praticamente meio caminho andado na Série B de 2013. Temos poucos pontos de distância do Nirvana do acesso e uma remada do tamanho do Oceano Atlântico para chegar até ali. Será preciso muito esforço, coisa completamente natural de se compreender para quem é avaiano. Muita gente, contudo, ao ver a tabela de classificação, diz que só há três ou quatro pontos de diferença e pensa que basta ganhar mais uma ou duas partidas que fica tudo bem. Que já estamos lá.

Conversa!

O esforço para se chegar a um G4 como esse é sobre-humano.

Por isso a necessidade de dedicação, força e paciência. E muito pé no chão. O projeto deve ser de todos, jogadores, diretores e torcedores. O esforço será de todos, para que todos usufruam. Talvez, se for feita uma análise sem vícios ou compromissos, se entenda o que está acontecendo no rival, cuja crise é fruto exatamente da postura de cada um puxar para o seu lado. Treinador egocêntrico, torcedores desmobilizados e jogadores desunidos foi o que gerou aquele entrevero. Se o futebol é um esforço coletivo, agindo assim ninguém chega a lugar algum.

Quando fiz as minhas críticas pela contratação do técnico Hémerson Maria, dizendo que era um erro da diretoria tê-lo trazido de volta, foi pelo seu desempenho do ano passado e que o levou a ser demitido. Não o do Estadual, mas o da série B, quando passou a imaginar que era o substituto do Pep Guardiola.

Não sou de fazer campanha contra ninguém, pelo contrário, valorizo quem trabalha e quem se dedica às coisas, o que para boçais de ocasião é entendido como puxa-saquismo. Faço minhas análises na frieza de minha sala, sem o calor das arquibancadas. Apontava, portanto, que se ele, Hémerson Maria, se mantivesse com a mesma caminhada teria vida curta na Ressacada. Porém, ele mudou conceitos, percebeu que o buraco é bem mais embaixo e admitiu que seriam necessárias as mudanças devidas. E foi assim que o time começou a vencer. Ou, ao menos, fazer boas partidas. Ele terá o meu apoio incondicional daqui por diante, bastando continuar nessa toada.

Essa é a postura que deve mudar na torcida também. Deixar a murrinha de lado e passar a apoiar mais, chamar mais para si parte da responsabilidade. Ninguém chega a lugar algum sozinho, mas dependendo da ajuda e colaboração de outros.

Ser humilde não é sinal de fraqueza ou submissão, mas de sabedoria.

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