Avaianidade não se mede com críticas e nem com elogios

É muito comum em mesas de debates a imposição, às vezes pela força, de uma ideia para “ganhar a contenda”. Normalmente, quando o debate se encaminha para um ponto extremamente divergente, um dos debatedores expõe uma ideia que pensa ser final, indubitável, que espera ser definitiva. É o momento do silêncio, onde a argumentação é compreendida e digerida, e a resposta àquilo demora, até ser contrariada. Mas há uma resposta e, dependendo da contrapartida, o debate prossegue, com todos aprendendo como se interpõem ideias e ganhando novos conceitos.

Natural. No campo das ideias, cada ponto e contraponto fazem parte do processo de aprendizado. Crescemos e melhoramos o discernimento.

Mas há uma postura nos andamentos dos debates, que é subliminar, adotada por um determinado grupo de contedores, cujo interesse na disputa se foi há muito, que é o sofisma. É um argumento aparentemente válido, mas que, na realidade, se bem analisado, ele sofre de inconclusão. Ele parte de premissas aparentemente verdadeiras e acaba induzindo os debatores a um erro. Erro de forma ou de conteúdo.

Onde quero chegar?

Pois há um debate posto nas redes sociais por aqui, em nosso quintal, que para ser avaiano o sujeito tem que criticar. Tem que usar de sua capacidade lógica ou intuitiva para ver os “problemas e erros cometidos pela direção avaiana”. Isso é uma bobagem sem o menor sentido. Um erro de interpretação do que é ser torcedor. Não que não possa ou não deva, mas não é a parte mais importante de tudo isso.

Se uma pessoa que veste camisa azul e branca, vai ao estádio da Ressacada, torce pelos seus atletas, aplaude e comemora as suas conquistas, orgulha-se pelos seus feitos, lamenta as derrotas e segue a vida sem abandonar o seu clube, não tiver o direito de ser um avaiano por não ir atrás das críticas ou de uma revolução estéril, que se acabe, agora, a sensação da magia do futebol. Atestado de razão nunca foi garantia de ser torcedor, em qualquer situação encontrada, muito pelo contrário.

Avaianidade não se mede por críticas e nem por elogios. Aliás, não se mede. O avaiano simplesmente é, do jeito que quiser. Que qualquer torcedor avaiano não sinta vergonha de torcer do jeito que acho mais adequado às suas pretensões.

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