A província precisa acordar

A postagem aí abaixo, que repercuti de um comentário feito no Facebook pela querida amiga e torcedora avaiana Marcia de Almeida mexeu com os brios de muita gente. Lógico, a simples comparação ou a tomada de postura incomoda. Mas, honestamente, não tenho a presunção de medir quem é mais avaiano. Não faço isso e acho uma tremenda bobagem de quem age assim.

Mas eu cobro, sim, uma participação mais efetiva de nossa torcida.

Até 2008, nossa torcida comeu o pão que o diabo amassou. Por culpa de erros de rota na Resscada, ainda que estivesse em construção uma estrutura invejável, o Avaí custava a chegar. Duas ou três temporadas para lembrar e outras para esquecer. Mas também é importante dizer que se a direção avaiana, diga-se presidente Zunino, pareceu abdicar de resultados em campo, fez o Avaí ganhar em modernidade dentro dos parâmetros do futebol catarinense. Não devemos nada para ninguém dentro do cenário do futebol estadual e batemos de frente com alguns dos estados vizinhos, ou até mesmo no âmbito nacional. Isso, se for negado, é desonestidade intelectual, diga-se. E tanto é verdade que a parceira feita com a LA Sports, que proporcionou a vinda de jogadores com mais qualidade só foi possível graças ao aparato estrutural existente na Ressacada. Coisa que foi dita pelo próprio dono da empresa-cartel de jogadores.

Ah, não lembras disso? Não tenho culpa se és seletivo.

Porém, como somos provincianos, ouvimos o rádio antes de sair de casa. Só botamos o pé para fora da porta se o horóscopo for de acordo, se a previsão do tempo for confiável e se o Miguel falar mal do Avaí. Aí, sim, nossos orgasmos estarão em dia. Ainda assim, admitíamos um meio a zero na série B e, mesmo de nariz torcido, queríamos que os Zaltrons da vida fizessem gols.

Ocorre que de 2008 para cá, depois de termos atingido um patamar nunca dantes navegado pelas hostes avaianas, ficamos bobos. Adotamos a postura de grife. Agora só jogador de Champions League, treinador de seleção campeã do mundo e dirigentes espanhóis. Bullshits! Besteiras!

O nosso tamanho deve ser medido pela transformação ao longo dos 89 anos de existência e não de duas ou três temporadas. Não por este presidente ou por aquele. Temos é que valorizar nosso Avaí. Entender que no cenário do futebol somos singulares e apoiar mais o nosso clube.

As derrotas vão acontecer, os gols perdidos continuarão, jogadores perebas sempre vão existir, mas no final das contas estamos a cada dia fazendo história. Crescemos muito nos últimos anos. Somos outro clube, com mais vigor e mais estrutura. Ainda iremos muito longe, com a história que estamos contruindo. O torcedor avaiano, por isso, tem que parar, de vez, de ouvir madrinhas e comadres e ser mais inteligente. Ser mais avaiano do que já é.

O Avaí Futebol Clube está deixando a província de lado. Basta que agora os torcedores o acompanhe.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s