Hémerson Maria: maestro

Ao adjetivar o elenco avaiano nesta decisão, deixei de lado, propositalmente, o nome do técnico Hémerson Maria. Este sujeito, manezinho da Procasa, é um caso à parte. É o chamado sangue-bom. E falo da figura humana que é, antes do profisisonal. Tem demonstado até agora, com sua natureza humilde, que não é preciso ter grife para ser uma pessoa bem sucedida na vida.

Quando o técnico Mauro Ovelha foi contratado muita gente fez cara feia. Alguns relutaram, ou o aceitaram com ressalvas, ou ainda esperaram os resultados. Mas a maioria não quis nem saber, execraram o homem com todos os adjetivos. Foi apenas uma questão de tempo a sua saída. Embora estivesse fazendo pontos e tentasse ajeitar o time da maneira que achava mais conveniente, a sensação de mal-estar era evidente na Ressacada. O mais curioso é que os jogadores indicados por ele, junto com Carlito Arini, se voltaram contra o “criador” e contribuiram para a sua demissão.

Então, era preciso uma solução rápida, até se configurar uma definitiva. Colocar um interino e ajustar uma nova comissão técnica, consistente e com respaldo nacional. E aqui abre-se um parêmteses de como a má vontade é algo engraçado. Enquanto a diretoria avaiana estava atrás de um nome para montar o projeto do acesso à série A, atitude que seria efetuada por dez dentre dez diretorias de clubes de futebol no mundo, o interino Hémerso Maria foi mudando a cara do time. Foi agradando e mostrando resultados.

Na medida em que o time ia se firmando, torcedores com o piloto automático ligado já pediam a cabeça do presidente avaiano (o que não é novidade) pelas “supostas” decisões de bastidores. Preferiam repercutir fofocas ao invés de respaldar consistentemente o interino. Sim, uma coisa é esbravejar pelos teclados das redes sociais, outra é estar no estádio, nos jogos de carne de pescoço, e apoiar quem elegeram como seu novo Messias. Ou o estádio estava cheio quando vencemos o Marcilio Dias por 5×1, na estréia do interino. Ah, era a estréia? Então onde estava o apoio quando jogamos contra o JEC, na noite da tempestade de granizo? O estádio estava lotado quando jogamos a semi-final contra a Chapecoense, para confirmar o apoio ao interino? Então que ninguém venha dizer que a diretoria não apostava nele.

O fato é que este técnico, que por bom senso deverá ser efetivado, mostrou com vigor e trabalho como alguém se torna vencedor. Sem se impor como o rei da cocada preta e sem palavras soltas e fáceis. E, mais ainda, admitindo que estava ali para cumprir ordens, algo elementar, mas que pouca gente compreende o que significa.

É o MAESTRO que deixa a banda tocar.

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