Quem cochicha o rabo espicha

É inegável a curiosidade humana. Se não fosse assim, tudo o que construímos ao longo de nossas vidas e nas vidas da humanidade não sairia do papel. Aliás, nem existiria papel, tampouco a roda, a eletricidade, o binóculo e nem a lingerie que a vizinha usa. A curiosidade é o que nos move.

Mas, há coisas e coisas.

Alguém disse que o presidente do Avaí esteve jantando com um dirigente do Corinthians nesse fim de semana. Bacana! É bom as pessoas que se conhecem jantarem juntas, estabelecerem relações de amizade, criarem reciprocidade. Muitas vezes o mundo necessita disso, de jantares para estabelecer contratos, ou para selar a interrupção de um. Tão natural quanto a roda sob um carro, o choque num fio desemcapado, ou um binóculo para observar coisas.

Mas por que além da simples curiosidade para mover o mundo a gente estabelece conjecturas à parte?

Qual a razão de se decretar o feito se o fato nem ainda está definido?

O presidente do Avaí pode jantar com quem ele quiser, comer o que quiser, no momento em que quiser. O presidente pode, por exemplo, selar um contrato com a parceria que ele achar melhor. Ou encerrá-la. Ele tem prerrogativas para isso. O seu cargo o permite. Cabe, entretanto, à instituição Avaí Futebol Clube e seus órgãos deliberativos definir se isso é bom ou não para o clube, e não eu ou os quero-queros da Ressacada.

Se for ruim, façamos as devidas críticas. Se for bom, terá o nosso apoio. O que não pode é se confundir curiosidade com fofoca, porque aí é que o mundo não gira mesmo.

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