Otimista ou realista?

Eu tenho arrumado uma confusão danada com muita gente por este comportamento de sempre acreditar no Avaí. Como a maioria dos torcedores, de qualquer time, é desconfiada, muitos largam o osso quando o horizonte fecha pra tempestade. E não admitem que se continue a acreditar. Eu sigo aquela máxima chinesa, de que peixe que segue a correnteza é peixe morto.

Claro que isso é natural, pois o humano, de qualquer atividade, refuga diante do desconhecido. Mas eu, ao contrário, adoto essa postura de sempre esperar o melhor, e não somente pelo Avaí, mas em minha vida. Mas, ser assim causa furores uterinos absurdos, ainda mais por aqui, quando por trás dessa intenção há outras, que fogem ao simples corneteamento.

Os pitbulls do pessimismo estão sempre te patrulhando e achando que há algum interesse empregatício nisso. Não é, mas, não tenho que provar nada pra ninguém. Danem-se! Quer achar ruim, ache, mas eu não mudo o discurso pra ficar de bem com a torcida.

Voltando à vaca gelada, além de enfrentar o desconhecido de frente, vejo mais ainda que um time de futebol com a história que tem o Avaí leva a esta postura, mesmo. Qualquer avaiano, que tenha mais de dois neurônios, se estudar um pouquinho da história desse clube, verá que sempre foi assim. É algo que o Avaí carrega nas costas, de sempre dificultar as suas conquistas. Vou até usar a faixa recomendada pelo meu amigo Assis, a de EU JÁ SABIA. E sabia não apenas por este campeonato, mas por todos os que passaram. E pelos que virão pela frente.

Essa situação não tem nada de místico, de assombroso, aliado ao imponderável, regido por alguma deusa ou santa de pau oco. Não tem nada disso. É que faz parte de nossa história termos esta estatística. Não me lembro de nenhum campeonato jogado e ganhado pelo Avaí que tenhamos relaxado pela metade da competição, dizendo que já estava ganho. Sempre houve percalços, tropicadas, desarranjos. E demos algumas voltas por cima, daquelas apoteóticas. É a nossa realidade. Claro que nem sempre fomos vencedores. Também já perdemos por erros perfeitamente evitáveis. Mas se até bem pouco tempo fomos o clube com mais títulos em Santa Catarina, é porque a nossa participação nos campeonatos teve o seu valor.

Afirmei, lá no começo, desde o primeiro jogo contra a Chapecoense, quando perdemos, que seríamos campeões. E até agora o Avaí não me traiu, ainda que tenha esbarrado na parede duzentas vezes. E nem por isso joguei a toalha. Eu sou avaiano até morrer e vou estar ao lado até o fim.

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