O jogo da vida do Avaí da última semana

O Avaí terá uma partida importante contra o Metropolitano. Será o jogo do ano.

Ops!

Já foi o clássico. Depois foi o jogo contra o JEC. E será este, em Blumenau.

A verdade é que os próximos jogos do Avaí, até o fim do campeonato, serão os jogos do ano para nós, baseando-nos na bipolaridade do futebol. A condição de rebaixado deu ao Avaí e à sua torcida uma pilha, a de não poder errar mais. Todos levam o Leão da Ilha na ponta dos dedos. Amáveis torcedores antenados até com os fios de penas dos quero-queros, diretores com medo de dizer uma palavra que saia fora do contexto, jogadores olhando com olhos fixos o horizonte.

Tá todo mundo atento e estressado. Não se pode errar mais, repito. O problema que vejo é que falta coragem a muita gente de assumir algumas responsabilidades.

Isso nos vislumbra dois cenários para o futuro.

Primeiro é os avaianos viverem o Avaí Futebol Clube. Significa ter mais atitude e compromisso. Significa cobrar dos órgãos deliberativos do clube uma participação mais efusiva. Significa ler o Estatuto e oferecer propostas concretas de revisão de seu texto, como foi prometido na última reunião do Conselho. O Avaí é bem mais e muito mais do que os famosos 1790. Faço essa brincadeira para pegar no pé mesmo, porque não consigo admitir que os 7320 a mais do último jogo, aquele em que jogaram ingressos de helicóptero, tenham ido por essa razão, por baratearem a possibilidade de se depositar o bumbum nas cadeiras, ou pela efêmera boa fase. Que estes 9110 do jogo contra o JEC sejam os que chamarão mais 9 mil e se puder, muitos mais. Precisamos de torcedores no estádio. Não para apoiar o Zunino e nem para chorar por jogadores, mas para dizer que há uma nação avaiana e que só será respeitada se marcar território. Não há outra saída.

– Ah, mas os ingressos são caros. Dane-se, dê um jeito e se faça presente.

Ficar em casa lavando o pijama é que não dá mais.

O segundo cenário para o futuro é fazermos o nosso Avaí sem a participação mercenária da mídia local. Chega de dar ouvidos a essa gente. Não estou afirmando que fazem um complô, por favor, vamos ser mais inteligentes do que uma constatação tão besta como essa. Aliás, a nossa mídia é tão mequetrefe que nem capacidade para montar um complô eles têm. O que digo é fazermos a nossa crítica e o nosso momento, negando a sua existência. Eles nada ajudam e nada acrescentam à nossa realidade. Não dependemos disso.

Gosto muito do Malcolm X, cuja luta é emblemática na categoria dos Direitos Humanos. Era homem de atitudes e não de blábláblá choroso. Há uma frase dele que me faz pensar e com vontade agir: “Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.”

Tem muita gente amando e com vontade de casar com o Miguelito. Se duvidar é louco.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s