O quê fazemos aqui?

Tenho me perguntado, por diversas vezes, o quê fazemos aqui. É, nós, blogueiros da rede avaiana, esse ajuntamento de cabeças e pensamentos que formam uma massa crítica e envolvidos com as coisas do futebol, principalmente do Avaí Futebol Clube. Estamos numa interface entre jornalistas, articulistas e singelos torcedores. Temos formações intelectuais e de vida das diversas nuanças e conhecimentos. Possuímos histórias de vida com as mais variadas experiências. E canalizamos tudo, com nossos argumentos e opiniões, nas coisas do Leão da Ilha. Mas, qual é o nosso papel real?

É falar do Avaí ou das coisas do Avaí? Conhecemos, de verdade, o fabuloso Leão da Ilha, além do aspecto histórico, para falar dele?

As pessoas já nascem boas; a sociedade que as corrompem, parafraseando um tal de Rousseau. E funciona assim mesmo. Vamos nos adequando ou nos familiarizando com as podridões do mundo e da vida, sabendo que na infância tudo eram maravilhas e arco-íris e a idade adulta nos traz percalços e dissabores. Aqueles que lutam por um mundo melhor são considerados heróis, os imprescindíveis de Brechet, mas na maioria das vezes nos acomodamos para evitar frustrações, pois a luta cansa e é inglória. E, assim, ou acabamos sendo corrompidos, ou desistimos.

Da mesma forma funciona com o nosso mundinho, esse aqui, esse do dia a dia do Sul da Ilha. Cada vez mais que nos acostumamos e nos aprofundamos nos conhecimentos de nossa realidade, nos frustramos. Queremos o bem, mas o mal nos bate à porta. Põe até um pezinho pra dentro. Na maioria das vezes é desgastante, noutras é cansativa.

Construímos amizades e desafetos do dia pra noite na velocidade do vento sul, tudo porque achamos, ou imaginamos que estamos habilitados a defender o nosso clube ou, ao menos, cuidá-lo como a um parente querido, com nossas próprias mãos, as nossas opiniões. Não somos santos, tampouco ordinários conspiradores com atitudes comezinhas. Apenas tentamos abrir uma nuvenzinha negra que teima em encobrir o sol que nos aqueceria. Cada qual com seu instrumento. E somos um grupo dividido. Estamos à beira da desistência, quando temos uma força importante para manter a caminhada. Formamos opiniões, umas diferentes das outras num universo comum, que é a blogosfera avaiana. De nada adianta, portanto, acharmos que as diferenças nos engrandece, quando ela nos afasta.

Precisamos unir essa força.

Não pra defender presidentes, o atual ou aqueles de todas as épocas. Não para achar mais podres ou para embelezar as janelas fechadas. Não para ensebar vaidades ou mediocrizar os debates. Não para levantar faixas ou juntar tambores para pedir essa ou aquela cabeça. A força que precisamos unir é na direção de um bem comum, um Avaí de nossos desejos, cujo sonho já esteve mais perto, a um fechar de mãos, e que se esvai ao acaso ou por ingerências.

A força que temos precisa achar alternativas. Sem epítetos de oposição ou situação, mas com o título de avaianos e avaianas que somos. O bem que queremos é nosso, é o bem de nossas paixões. Ele precisa ser recuperado.

Não sou de convocar reuniões, assembléias ou coisas que o valha. Mas não podemos assistir a banda passar por um comportamento individualista, de senhores únicos da razão. Precisamos de propostas afirmativas, que reconduzam o Avaí. Elas existem por aí, não são um bicho de sete cabeças. Algumas delas foram apontadas pelo José Henrique, o Seu Cunha, em seu blog, que achei pertinentes e interessantes para um debate. Podem surgir outras, cada qual que ferva a sua cachola. Porém, é importante que num debate não caiamos no lugar comum do SOU CONTRA e fim de papo. É necessário avançar nesse aspecto.

O nosso papel está perfeitamente delineado, basta apenas que a gente o assuma, sem omissões.

Nunca antes como agora o Avaí precisou tanto da gente avaiana.

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4 comentários sobre “O quê fazemos aqui?

  1. Estou presente! Temos que avançar no debate, Felipe Matos – Blog Memória Avaiana fez uma ponderação para ser considerada – Eleições Diretas, com critérios é claro dentro do quadro associativo! Temos que avançar na reforma do estatuto,e no fortalecimento associativo, transformar o sócio em agente de participação e não somente num pagador de mensalidade! Debate bom esse…

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    • Fábio, chega ao clube, sim, e o próprio presidetne já me afirmou que lê alguns. Mas isso não é o principal motivo desta minha explanação.
      A ideia não é essa.
      É fazer o nosso pessoal, os nossos torcedores, blogueiros, gente que visita a rede social, enfim os avaianos participarem mais. Juntar grupos de debates, na hora do almoço, no cafezinho, na fila do ônibus, enfim, onde houver avaianos descontentes, que se canalize essa energia toda para que se apresetne alternativas. Não basta o FORA ZUNINO. Não basta bater latas e levantar faixas, isso são instrumentos, mas não podem ser o controle da situação. Precisamos que as pessos pensem, meditem, reflitam sobre as coisas que são possíveis e viáveis para uma melhoria no Avaí.

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