Categorias de base: um filão de ouro

Em qualquer clube que se preze, as categorias de base são a essência de sua manutenção no mundo do futebol. Um clube só é viável se fizer os jogadores em seus próprios domínios. Há uma velha frase dita pelo Flamengo, de que craque se faz em casa. Foi numa época em que eles faziam super times um atrás do outro e ganharam muitos campeonatos. Quando diminuíram esse empenho em fazer craque em casa, sua trajetória vitoriosa começou a minguar.

Alguns clubes de futebol no Brasil mantém essa prática. Santos, Vitória, Internacional, São Paulo, Cruzeiro, Atlético Mineiro são exemplos mais marcantes e, talvez por isso, estejam sempre em vantagem em alguns campeonatos. Uma ou outra rota desviada, mas o projeto sempre se mantém. Até aqui, em nosso quintal, o clube rival da cidade consegue manter um bom projeto nesse sentido.

Já o Avaí sofre do mal da grife e por isso jogadores das categorias de base acabam não conseguindo despontar nos times principais. Primeiro que os jogadores jovens sofrem com as exigências da torcida e depois que a direção, para não perder seu produto, acaba tendo que negociar a rapaziada para que cresçam em outros lugares sem a pressão exagerada. Laércio, Medina, Renan, Cristian, e alguns outros, se errassem uma ou duas jogadas numa partida, na terceira já eram vaiados no momento do aquecimento. E há quem ache isso natural, pois a pressão faz o sujeito crescer. Hãrrã, sei, sei.

O investimento por aqui também não é lá muito profissional e muitos interesseiros e oportunistas acabam se envolvendo com a atividade. Recentemente, o empresário amado por nove dentre dez avaianos, porque se diz que foi o responsável pelo acesso à série A e não o Avaí, se meteu a agregar ao seu cartel a gurizada da base avaiana. Percebendo a pedra não lapidada que tinhas nas mãos, a direção do Avaí resolveu fazer esse negócio ela mesma, colocando o Gabriel Zunino para intermediar esse processo, situação que até hoje não foi esclarecida e que gerou muxoxos e contrariedades tanto da torcida quanto de diretores. A propósito, algumas pessoas com acesso direto à diretoria avaiana saíram brigados com a atual direção, porque queriam um pouquinho dessa babinha e lhes foi negado. Preciso dar os nomes?

Agora, por estes dias, um banco que mantém negócios com diversos clubes no Brasil resolveu investir no Avaí (olho-lhó-lhó), com a contrapartida de poder também negociar atletas das categorias de base. O Avaí não aceitou estes termos e muita gente da galera que não tapa o sol com a peneira chiou. Quer dizer, negociar em casa não pode, mas os outros podem? Mais uma vez a história do viralatismo.

Penso que, de uma vez por todas, o Avaí deve estabelecer critérios para esse processo. Pode parecer uma causa quixotesca, mas na hora de uma decisão de se pôr um jogador em campo, quem a gente prefere? O que vestiu a nossa camisa desde moleque ou o que pousou agora no aeroporto e sequer sabe o nosso hino?

Claro que eu sei a resposta, pois essa foi a razão de ninguém da base ter dado certo até hoje no time principal.

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4 comentários sobre “Categorias de base: um filão de ouro

  1. Aguiar, alguns espertinhos em futebol, sem saber o que acontece dentro de um clube de futebol, ficam jogando m… no ventilador com intuito de provocar a torcida contra qualquer time. Por exemplo o Avai. Para manter 15 jogadores da base com contrato é necessário estipular salário. Então vamos. O Avai faz contrato de 4 anos com essa garotada, com salário de R$5.000,00. ai bota para jogar e liderados pelo Miguel, ele não tem?, começam a vaiar os jogadores, e o Avai tem que manter, mensalmente, um custo salarial de R$200.000,00 por mês. Senão fizer contrato longo, o empresário, não necessariamente o Gabriel, os levam para outros times. Se não temos paciência, como mante-los no time? A torcida do Avai só aceita Messi e CR7, no mínimo.
    abs
    décio

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  2. Boa Aguiar, esse foi o debate da manhã no twitter, na minha opinião, o Avaí fez bem em não entregar a chave do paiol dos ovos para o BMG, estamos nos tornando um time sem identidade com jogadores que descem no Hercílio Luz de olho nas praias e depois no clube, bem ou mal prefiro que os meninos criados no Avaí tenham uma oportunidade no Avaí! Se isso não é bem feito hoje, é outra história, mas prefiro ver esse departamento caracterizado de azul e branco. Mesmo assim, o assunto categorias de base já foram alvo de outros embates recentes, onde provocou “rompimentos abruptos”, cá pra nós, imagina se a base fosse fraca, como alguns apontam, estaria largada! Como diz os antigos: quem desdenha quer comprar!

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    • Adriano, tem uma histórias espalhadas por aí que são muito bem endereçadas. Tá cheio de oportunistas e interesseiros na Ressacada e o boi de piranha foi muito bem escolhido. Como é amiguinho de todo mundo, acabou caindo de tanso e agora não tem mais como reveter.
      A nossa categoria de base é muito forte, isso, sim. Mas como tem um porteira aberta, um monte de neguinho quer ganhar na mega-sena acumulada que tem ali à espera dos pilantras.
      O tempo é o senhor da razão. Escreve o que eu digo.

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