Contraponto necessário

No dia de ontem, 9 de março, o meu camarada André Tarnowsky publicou um texto de um torcedor, Marco Antonio Santos, que é muito bom e importante para se fazer análises mais profundas. Não basta interpretar como proposta de oposição, ou de uso da situação.Isso é muito rasteiro e pequeno e não avança o debate.

A primeira e principal coisa é não imputar culpas, seja para essa administração ou à passada.Quando se usam resultados de campo para avaliar administrações está-se perdendo um tempo precioso para ficar de boca fechada. Não é assim que se trabalha num projeto de longo prazo, o de deixar o fígado dominar o cérebro.

O texto é importante (e todo avaiano com a cabeça em cima do pescoço deveria ler) pela possibilidade de se poder compreender a capacidade do Avaí crescer para o futebol. E este crescimento não implica apenas contratar um bom goleiro, ou centro avante matador ou um camisa dez. Ou diminuir preços de ingressos senão a torcida não vai. Essa é uma discussão rasteira, que se impregnou na torcida e acabou refletindo nas bilheterias. “Não vou pagar um preço caro para um time ruim”, como se um time de futebol fosse uma TV de plasma, um pedaço de filé ou um par de sapatos. E em cima disso vem as aprovações ou não de camisas, dos chaveirinhos, se as cadeiras devem ser em todo o estádio, etc, etc. Tudo bobagens, pois se o time “ruim” do Avaí ganhar todas e for campeão a torcida vai ao estádio. Do jeito que der. Essa discussão tem que acabar, ao menos por aqueles que se dizem formadores de  opinião.

Penso que estamos perdendo oportunidades de discutir os projetos do Avaí de forma mais ampla. Como foi aberto nesse bom texto. Entender como se organiza uma categoria de base num clube, como se formatam as contratações de patrocínios, de que forma um plano de marketing seria eficaz para elevar a marca, qual o critério para contratar jogadores e depois negociá-los.

A longevidade de que fala o Marco Antonio Santos no texto não impõe nomes na diretoria, mas aprimora a sua identidade, a cara do clube. Desfaz as ações pontuais e paliativas, e determina o passo a ser dado a médio e longo prazo. Hoje temos algo parecido, embora tênue e ainda amador, que começou com a diretoria passada e se estenderá a uma próxima, desde que se mude o foco de trabalho no Avaí, que é o de transformá-lo verdadeiramente num clube de futebol e não um balcão de negócios.

E para isso é importante que as picuinhas se acabem. Que as defesas de teses furadas se esgotem. E que se trabalhe na construção do Avaí e não de egos chinfrins, de todos os lados. Só assim cresceremos.

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2 comentários sobre “Contraponto necessário

  1. Aguiar,
    Achei curioso o comentário do FF. Como ele é azarado, pois apesar de suas boas intenções e seu planejamento estratégico, sempre foi atropelado por fatores externos, alheios a sua vontade. Vê-se que ele nunca tem culpa de nada. Mas agora ele deixou escapar que está com vontade de botar as asinhas de fora. Ressalto que acho salutar que haja outros interessados em liderar os destinos avaianos, só não aprovo alguns métodos e os momentos oportunistas.
    Abraço
    Paulinho – eutambemvoufalar

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    • Paulinho, tenho dito isso a todo momento quando estes assuntos veem à baila. Se um sujeito joga sempre na mega-sena, mas num dia não joga e naquele dia seus números foram sorteados, não basta dizer que ganhou.
      No caso do Avaí, todo mundo tem projetos, mas a torcida só sabe daqueles que estão em vigor.
      Queria muito que não houvesse vaidades no meio, mas, isso é impossível, ao que parece.

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