A arte de (querer) fazer o certo

O escritor americano James Joyce, avesso aos preconceitos de sua época, dizia que era possível transformar algo banal em grande arte, o que configuraria méritos ao artista. É o que fazem grandes diretores de cinema, de teatro e até de telenovelas converterem um tema qualquer em algo espetacular. Ou mesmo um artista plástico, que é capaz de fazer vibrar alguém ao revelar seu talento quando valoriza coisas simples numa tela. A série de quadros Os Girassóis, de Van Gogh, é um exemplo típico. E quem era Van Gogh? Um homem simples, sem muitas pretensões na vida, que transformava as coisas cotidianas em troços extraordinários . E assim são os diversos “inventores” à frente de projetos e de responsabilidades por aí.

Porém, a crítica perniciosa e convencional, em todas as áreas, continua sempre vendo coisas ruins e banais, mesmo naqueles momentos de superação e esmero do artista, que é para posar de intelectual e bacana, obviamente.

Estamos numa curva do campeonato catarinense. A partir de agora, qualquer iniciativa positiva do Avaí o fará afastar as banalidades desta competição. Sairá de uma suposta incompetência para chegar ao protagonismo, superando as expectativas e afastando os prenúncios de fracasso. E o comandante disso será Mauro Ovelha. Não virá Luxemburgo, Mourinho ou Guardiola. Não teremos Muricy por aqui, sequer um Dorival Junior. O negócio será com ele mesmo.

Recomendo o texto de meu camarada André Tarnowsky, Para uma pequena reflexão, a respeito dessa situação. E mais, agora é a hora da paciência e do apoio. Sou insistente nisso? Sou, porque vejo que estamos muito exigentes, muito melindrados, considerando o Avaí um time que não pode errar de jeito algum.

Se todo mundo aponta que há erros gritantes, falcatruas, roubos e ingerências na Ressacada, e deságua isso nos jogadores e no treinador, o melhor que tem a fazer é ficar em casa, pois isso, essa grita geral, não vai resolver. Não atrapalhe se não quiser ajudar. Arrume algo para fazer, um joguinho com o filho, um dominó na Praça 15, uma ida às praias, um camarãozinho no Canto da Lagoa, mas não vá ao estádio.

Ou então, se for ao estádio, dê seu apoio, motive o técnico, incentivo os jogadores, faça algo de útil.

Porque se ainda acha que o Zunino rouba você e você ainda continua indo ao estádio para dizer isso, você é muito burro.

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2 comentários sobre “A arte de (querer) fazer o certo

  1. Pois é Aguiar. Isso me faz lembrar de um conferencista, cujo tema era “ser critico”, em que ele colocou sobre uma mezinha um vaso com flores muito bonitas; joias, a mesa coberta com uma toada de seda, um pacote com enfeites belissimo. Depois pegou um vaso com uma lagartixa dentro. Perguntou então ao publico o que eles estavam vendo. Uns viram um bicho nojento, uma lagartixa, um bicho feio, etc.
    Ai ele falou. Com tantas coisas bonitas, vocês somente conseguiram ver a lagartixa?
    Então termino aqui minha palestra. Vocês são bastantes criticos. Não conseguiram ver nada de bonito sobre a mesa somente o bicho. Está acontecendo exatamente com o Avai. Somente veem coisas feias. Nada existe de belo na Ressacada. Esse Zunino deve ser feio pra cacete.
    abs
    décio

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