As paredes que falam

Está ficando cada vez mais claro que tanto os bastidores da Ressacada, como as andanças em campo estão contribuindo para essa sensação de “podíamos ir, mas tem gente remando contra”.

Dentro dos escritórios refrigerados, a saída do funcionário avaiano Claudio Vicente, tida como após um entrevero com o senhor Luciano Correa, ainda não ficou devidamente esclarecida. Seria muito interessante ele vir a público e dar seus esclarecimentos, até para que as especulações cessem. Era uma figura que trabalhava em prol do Avaí e sua saída representa uma perda monumental. Resta saber quantos bombeiros foram usados nessa história.

Dentro de campo, além dos cuidados naturais que o treinador do Avaí deverá ter com mais treinamentos e disposição tática, agora terá também que administrar egos. Há uma suspeita de que havia um racha no grupo, vindas daquelas conversas de arquibancadas, as quais eu abomino, pois há muito mais interesses do que verdades. Mas a revolta demonstrada pelo jogador Gilmar, nesta partida contra o Criciúma, configura uma situação estranha e que pode confirmar as suspeitas. E volta, queiramos ou não, ao desabafo do técnico sobre as “coisas que a comissão técnica não consegue resolver”.

Que o time do Avaí é limitado, todo mundo sabe. Mas é um time que vem jogando coeso e disposto a mais aventuras, e merece aplausos, ao invés de vaias, do torcedor por isso. Ocorre que a entrada de jogadores com um pouco mais de qualidade parece ter causado ciúmes nos outros que começaram a pré-temporada. Isso é assim em qualquer time do mundo na situação em que se encontra o Avaí.

Bom, aí entra outra história. Boa parte da torcida avaiana é composta por torcedores de grife. Aqueles que querem camisas com a marca da Nike e jogadores do eixo Rio-São Paulo. Ao se confirmar que jogadores como Gilmar, Nunes e alguns outros, da leva que veio pra “qualificar” o grupo, forem punidos ou tiverem seus contratos rescindidos, obviamente que esta parte da torcida vai chiar, independente se estes jogadores sejam jogadores de grupo ou não.

As conversas com o repórter Alissom Francisco, no Facebook, me deixaram na expectativa do que pode ocorrer nesta semana.

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10 comentários sobre “As paredes que falam

  1. Sobre a saída do Cláudio Vicente o Presidente deveria ir mais afundo pra saber o motivo.
    Vai lá Zunino, abre “os zóios”.

    Puts, não vi a atitude do Nunes e Gilmar no pós jogo, apenas escutei.
    Mexe no dinheirinho aplicando uma multa, essa é a minha sugestão.

    Abraço

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  2. Meu caro Aguiar,
    Essa exigência de transparência, de dentro do Avai para a geral, está beirando o absurdo. Até a demissão de um funcionário, embora qualificado e de grande valia para o clube, é motivo de levante e greve geral. Não foi demitido, demitiu-se. Ponto final. É normal em qualquer entidade. O Avai perde? Perde. E se ele morresse(toc,toc,toc)? Seria o fim do mundo. Fico impressionado com essa exigência de transparência de tudo o que acontece dentro do clube. Em qulaquer entidade nem tudo tem que ser exposto. Esse time é bom e qualificado. Precisa de tempo.

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  3. Aguiar espero que essa palhaçada acabe logo, que as cobranças do clube cheguem a cavalo, é muito boleiro fazendo o que deseja no clube há muito tempo.
    Que façam as malas, os descontentes e os que não querem disputar uma vaga na habilidade, fiquei indignado com as atitudes de 3 jogadores ontem, falta de profissionalismo e justamente os 2 que deviam dar exemplo, os RODADOS Gilmar, Nunes, e o Cleverson que desde o gol de bicicleta não desceu do altar…

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  4. Uma perda! Cláudio deveria ficar. Mas não resistiu. Deve ter faltado estômago.
    Quando a jogadores “traíras”, que se acham craques, é só rescindir o contrato desses abobados.
    E cuidado amigo, só quem pode criticar as coisas do leão são 3 blogueiros. Nós não podemos.
    Beijos,

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  5. Achar que o jogador tem que ser expulso por esse ato é muito extremismo!!

    Se o jogador acha que é mais que alguém dentro do elenco o trabalho da comissão e da diretoria é colocá-lo no seu devido lugar, caso o mesmo não aceite o seu lugar aí sim é caso de dispensa.

    Não sou a favor de dispensar o Gilmar, assim como repudiei a imprensa quando chamaram a direção do Avaí de amadora por manter o Lincoln e o Diogo Orlando…

    Não sei o que ocorreu de fato no episódio de São Januário, mas o que quer que tenha ocorrido lá assim como este episódio são recorrentes no futebol e aceitar a punição serve também pro atleta mostrar que está disposto a fazer parte do clube.

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    • Concordo, Ricardo. Acho que, em princípio tem que se mostrar quem manda. No futebol disciplina e autoridade são importantes. Ee o jogador compreender que faz parte do grupo, que é mais uma peça, fica. Aí, se quiser ser estrela, então que vá procurar a sua turma.

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