Sem título

Querer dar desculpas sobre o que aconteceu neste domingo, na Ressacada, é bobagem. O que se tem que apresentar são constatações. Como sempre digo, não existem times ruins no futebol em qualquer parte do mundo. Existem times que ganham e os que perdem, e suas histórias vão sendo construídas de acordo com os resultados. O que importa, na verdade, são as Estatísticas e nunca a Estética. Futebol bonitinho é para os românticos, como eu.

As constatações que se tem daquela pantomima desgraçada contra o Metropolitano é que esse time do Avaí, os 14 jogadores que entraram em campo ontem, o mesmo time completinho, se jogasse no Marcilio Dias, no Brusque, no Ibirama, na Chapecoense ou no próprio Metropolitano, seriam campeões do Estadual com um pé nas costas. E hoje estaríamos lamentando o porquê de a direção avaiana não os ter contratado antes. Alguém quer apostar comigo?

O esporte, qualquer um, é uma atividade humana que exige confiança. A cabeça precisa estar no lugar para que o corpo reaja. Isso é desculpa para três más atuações? De jeito algum, mas ajuda. Sabe-se que houve um pacto quebrado entre jogadores e treinador. E há outro entre torcida e clube que há muito tempo não funciona mais. O presidente do Avaí é mal visto em 99,9% dos torcedores e os torcedores não aceitam determinados jogadores. A mídia expõe descaradamente as mazelas do Avaí, por culpa do próprio Avaí que não impõem uma pauta para seus setoristas, como faz o pessoal doladelá. O resultado de tudo isso é uma sequência de desastres, um atrás do outro, sem tempo para respirar. Mal fomos rebaixados num ano patético e começamos outro ano nadando para morrer na praia, mais uma vez.

Não sou adepto do complexo de inferioridade, pois a nossa história é muito rica e temos muito mais vitórias do que derrotas. Mas também não dá pra deixar as boas frutas apodrecerem no pé.

Quem chega à Ressacada nos dias de jogos já sente um peso, uma atmosfera ruim, um mal-estar pairando no ar. As pessoas já não estão indo ali para apoiar, mas para saber qual hora vão esquentar a garganta para vaiar. Já se chega ofendendo jogadores.

Portanto, é hora de um basta.

Não adianta separar os avaianos otimistas e os corneteiros, os bons e os ruins, os autêntico e os verdadeiros, pois isso é de uma idiotice sem tamanho. Apontar pelos em casca de ovo todo mundo está careca de saber que tem. Saber que o presidente é um ótimo administrador, mas que não tem tino para dirigir futebol, todo avaiano sabe disso. Que a Ressacada é um lindo palco iluminado para as moscas e baratas, a gente já sabe, pois a maior concentração de torcedores modinhas do mundo é nossa. Muita gente está indo à Secretaria agora rasgar as carteirinhas de sócio, quando deveria ser agora a iniciativa para ir ao estádio apoiar.

Está na hora de rever alguns conceitos e todo mundo deve estar junto, sem omissões. Ontem, ao sair do estádio, um senhor passava por mim lamentando que o Vasco havia perdido para o Fluminense.

Há uma queda de braço instalada na Ressacada, entre todos contra todos. Ou seja, ou a gente assume de vez o Avaí, eu, tu que estás lendo, o treinador, jogadores, o próprio presidente, seus diretores e funcionários, ou podemos fechar as portas da Ressacada e lamentar que ali era um lugar muito bom, mas que não deu certo porque a gente não quis.

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Um comentário sobre “Sem título

  1. Não há muito o que se falar.
    Mas, na minha opinião, não há outra resposta pro vexame de ontem:
    Um baita boicote ao técnico somado a desentendimentos no elenco.
    Casa em ruínas, torcida geladeira/modinha… ô zica!

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