A crítica inútil

O grande Millor Fernandes disse certa vez que “o futebol é o ópio do povo e o narcótico da mídia”. Ou seja, graças ao futebol as pessoas se expandem e deitam falação daquilo que sabem e na maioria das vezes do que não sabem, como se estivessem sob efeitos alucinógenos. Perdem o tino do pensamento lógico. E, como bom transtornado, agridem e insultam como querem, quando têm a sua suposta razão contestada. Evidentemente que a agressão fácil é sinônimo de desconhecimento. De ignorância, vamos lá! Coisa que serve para os dois significados da palavra, tanto para o fato de ignorar, bem como para o de ser grosseiro. E no mundo do futebol isso alcança índices atlânticos.

O que é insuportável no futebol são torcedores modinhas. Eilaiá, esses são os piores. E não falo apenas daqueles que fingem amar um time quando ele está em um bom momento. Mas também daqueles que fingem odiar um time porque todo mundo odeia. Porque um blogueiro tem bom papo e bom texto, e que vive a falar mal do time e aí ele odeia. Porque um jornalista é famoso, fala mal e diz que odeia e aí ele odeia.

Tem muita gente odiando o Avaí sem saber o porquê. Tem muita gente odiando o presidente Zunino porque dá moral e é chique, bacaninha. “Sou capaz de peitar aquele sujeito que se diz poderoso”, diz o rapaz mais exaltado, os olhos esbugalhados. “Eu tenho culhão e dou de dedo neste presidente salafrário”, diz o que se acha mais poderoso ainda. Engraçado é que tem muito mais gente ainda dando crédito e admitindo que a coisa é assim mesma e difícil, e nem por isso recebem salários do presidente. Que coisa curiosa, não, rapaz?

Alguns criticam com razão, é claro, com argumentos sólidos e insofismáveis. Daquele tipo de discurso onde se pode tirar algo aproveitável. Mas a maioria é levada pelas circunstâncias e com o blábláblá monocórdico e choroso.

O Avaí poderá perder este campeonato. E a crítica estará pronta para os mesmos assuntos. Será implacável e cruel, o que é perfeitamente natural. Contudo, mesmo se ganhar, ainda haverá críticas, pois “ele não fez mais do que a obrigação, uma vez que joga um campeonato fraco e sem motivação”, demonstrando que a crítica de agora é conduzida e aberrante.

Claro que eu nunca vou querer que meu time perca, mas achar que ele nunca pode perder é tolice. Quando o time perde, a discussão tem que ser feita no sentido de achar solução, apontar os erros, entender que há muito mais coisas a ser arrumadas do que as que se vê. Um time de futebol não é um programa de vídeo game, onde se aperta um botão e o bonequinho na tela joga como a gente quiser. Mas, discutir isso é falar para minhocas, que não têm ouvidos, ou para as paredes, que sequer são vivas. Que me perdoem as minhocas e as paredes. O sujeito prefere agredir, porque não quer ser contestado.

Futebol, política e religião são excelentes formas de se perder tempo discutindo teorias e conceitos definidos e determinados, algo que, de alguma forma é bom para o intelecto. Mas a parte chata de discutir futebol, política e religião não é a discussão em si, mas o fato de que é inútil argumentar contra fanáticos.

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2 comentários sobre “A crítica inútil

  1. Pois é, aguiar. Tem aquela história dos cientistas que colocaram um macaco em um jaula e uma banana. Quando o macaco ia pegar a banana eles deitavam o cacete. E assim ficou por uns dias. Depois colocaram dois macacos e novo quis comer a banana o segundo deitou-lhe o cacete. esse ficou sem sabe porque. Depois vieram outros e o novo sempre apanhava sem saber o porque.
    Esses torcedores que malham o Avai sem saber o porque é igual ao pessoal de Chapecó em relação ao Avai. Estava eu em um churrasco em Chapecó quando veio o assunto futebol. Perguntei alguns caras de lá o porque do ódio ao Avai? Nenhum deles, com idade abaixo de 4o anos sabiam. Disseram que foram acostumados assim. Teinha raiva, mais não sabiam porque e demonstravam essa ira porque eram icentivados a issso.
    Agora convenhamos. Malhar o Avai pórque o homem do sapato branco também malha, é ser pequeno igual o sapato.
    abs
    décio

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