O pacote quase vazio

A pessoa tem como hábito falar mal e desavergonhadamente de tudo o que se refere àquele time de futebol. Não poupa nada. Tem por objetivo único e elementar achar defeitos e vícios. Nada presta naquela região da Ilha.

A pessoa acha linhas e costuras nas camisas, que ninguém viu. Apenas ela. Para que uma legião de seguidores maria-vai-com-as-outras também ache e diga “que bom que tu viu”, ou um “só tu mesmo”. E a pessoa tem esgares de felicidade.

A pessoa não dá trégua no departamento de marketing daquele time, nos contratos com fornecedores, patrocinadores e acha que tem a fórmula mágica e eficaz para o famoso clube de futebol ganhar dinheiro.

A pessoa acha que jogadores tais não podem vestir a camisa daquele time de futebol e bate palmas quando isso é dito pela mídia alugada.

A pessoa atinge a reputação e o caráter de outros torcedores, quando estes não concordam com seus “ensinamentos”.

A pessoa alicia, subrepticiamente, blogueiros e torcedores para bater, bater, bater até sair sangue da diretoria, numa forma covarde de conspiração, pois uma vez que não se expõe deixa a entender que tais posturas partiram de dentro da torcida.

A pessoa agora parte para a campanha de impeachment do presidente daquele time de futebol, de forma leviana e ordinária, como se fosse o porta-voz da justiça.

A pessoa tem um ego maior do que o Incrível Hulck e mais inflado que balão de festinha junina. Já demitiu deus de seu cargo, e posa de condutor das boas virtudes no seio da comunidade do famoso time.

Ocorre que num certo dia, quando o sol nasceu belo e altaneiro num céu desnudo de nuvens, eis que a pessoa saiu-se com elogios à campanha de sócios daquele time de futebol, elogios estes considerados avançados demais para suas pretensões. Disse palavras mais bonitas que qualquer diretor ou torcedor seria capaz de dizer. Foi-se às lágrimas. Seria uma recaída? Uma reversão de seus princípios? Não, nada disso. Se descobriu, depois, que a pessoa ajudou a divulgar parte da campanha de sócios e os elogios “desinteressados” eram, na verdade, para seu próprio trabalho.

Essa pessoa, por essa razão, é a última bolacha do pacote.

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