O comportamento sexual das moscas azuis virgens das Ilhas Fidji

A matéria de capa apresentada no Portal da rede famosa, cuja imagem não vou apresentar aqui para não poluir meu lindo blog, mas está aí nos blogs dos mozamigos, reflete aquele tipo de interesse em se querer fazer algo, mas sua mente lhe condena para o contrário, o tal do ato falho. O editor da rede que mantém a página atualizada, e que não esconde suas preferências, tascou um AVAÍ EM BAIXA que cheira a ranço. Daquelas coisas de menosprezo. Mesmo que tenha lá suas boas intenções parece aquela conversa do sujeito altamente racista, mas que, querendo ser politicamente correto, afirma que possui “até amigos negros, mas de alma branca.”

Toda esta situação me traz sempre à memória o rebaixamento do Corinthians, em 2007. Todo mundo sabe, até as moscas azuis virgens das Ilhas Fidji, que o clube queridinho da mídia em terras paulistas é o São Paulo. Mas o Corinthians faz parte da mídia exatamente porque tem mercado, por possuir uma das maiores torcidas do mundo ao seu lado. Mas, há um entojo, uma ensebação com relação às coisas do time do Parque São Jorge.

Quando houve o último jogo em Porto Alegre, decretando o rebaixamento do time paulistano, imediatamente e sem ninguém mandar, a torcida em coro passou a entoar um canto de amor extremado ao seu clube. Passaram a se chamar um bando de loucos, assumindo que a partir dali estariam com o clube, lado a lado, até reconquistar o acesso. Que inveja daquilo. Que torcida!

Foi uma aula de marketing espontâneo.

Claro que foi adotado logo em seguida pela direção do clube e todas as ações dali em diante visavam mostrar a torcida como parte integrante do clube. Quem não lembra da camisa com as fotos de torcedores estampadas no tecido? E a mídia comprou a idéia. Sumiram das redes esportivas qualquer menção ao rebaixamento do Corinthians. O que se ouvia era uma campanha de recuperação. Quem acompanhou a série B daquele ano, como nós, um dos interessados e com uma campanha magnífica, lembra bem que a passagem do Corinthians era tratada como se fosse um estágio, um curso de aperfeiçoamento. A mídia apagou o negativismo de suas pautas. Facilmente. Não havia como se posicionar de forma diferente. Afinal, era o seu mercado que estava em jogo.

Por que aqui não há isso? Pela simples e óbvia razão que corremos atrás deles, quando deveria ser o contrário. Não temos que reverenciar a rede famosa por estar financiando o campeonato, como inocentemente se disse, que se não fossem eles, não haveria campeonato catarinense.

Eles é que devem correr atrás da gente. Nós somos a notícia. Nós somos a pauta e não o contrário. A rede famosa se acha a última bolacha do pacote, por isso faz e desfaz como bem entender. Há que se dar um basta nisso.

Ah, o que tem a ver as moscas azuis virgens das Ilhas Fidji com isso, ou as pantalonas com o orifício corrugado? Nada. É só para parecer enjoado mesmo.

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