O Avaí parou no tempo.

Sim, após as bobagens cometidas nos dois anos passados e a queda para a série B, o Avaí parou. Ficou estagnado. Um poste fincado no meio da rua é capaz de se mover mais do que o clube do Sul da Ilha.

Isso é o que pensam, pasmem, 90% dos torcedores avaianos. Aquela torcida que outrora era a mais  entusiástica do mundo. Apaixonada, efusiva, festeira e festiva. E que agora lamenta num chororô eterno que a escorraçaram. E lamenta sem querer que algo mude. Ela não reage, não vibra, não late e não morde. Deixou de ser torcedor para ser um eterno chorão. Põe nos outros a culpa pelo seu marasmo e vive a dar de dedo em qualquer tentativa de crescimento. Qualquer uma.

Sim, era torcedor, aquele tipo de cidadão que escolhe um time de futebol na vida para torcer, para desaguar suas mágoas existências, que acompanha o pai ou um familiar mais chegado, que sai com os amigos para o estádio a vibrar, chorar, rir, avacalhar, vaiar e se divertir por um time de futebol. Pois este tipo de torcedor, aqui em Florianópolis, não quer que o Avaí avance na vida. Ele tem medo. Medos.

Medo que alguém roube seu estádio, medo do progresso, medo do Zunino, medo dos avanços, medo da Copa, medo de arenas. Ele se baseia em hipóteses e inventa fatos. Vale-se de situações e imagina que todas são iguais. Se conduz por uma lógica cartesiana, dicotômica, pau e pedra. Alto e baixo, dentro e fora. Tudo subdividido, bifurcado, se não é bom, é ruim. Se eu não gosto, eu não quero.

O Avaí, meus amigos, parou no tempo.

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