Os entendidos de bola

Juro que tento entender “ixpecialistas” de futebol. Em algumas vezes até é possível achar alguma luz. Leio praticamente todos eles, de torcedores a jornalistas com canudos ou não. Porém, na maioria das vezes, a gente se engana e perde tempo.

O Avaí vinha jogando este campeonato, até o clássico, de forma eficiente. Ganhava, não convencia aos adoradores do Barcelona, o verdadeiro, mas era o famoso futebol de resultados. Esclareço, antes que alguém se antecipe, que não sou fã de forma alguma deste tipo de futebol. O Brasil vem perdendo espaço no futebol mundial desde que adotou essa forma gaucha de se jogar, com felipões, tites, adilsons batistas e manos a nos ensinar como transformar pescoço e barriga em canela.

Todavia, foi a forma escolhida pelo Leão da Ilha para formatar o seu HD, haja vista ter perdido bússola, GPS, bezerrinho, cordinha e banquinho na última temporada. Era necessário refazer tudo e a maneira escolhida foi trazer de volta a velha raça avaiana, cantada em seu hino, de forma rápida. Os ajustes, a qualidade que se quer, iam sendo feitos à medida em que o fôlego fosse recuperado. E conseguiu. Dentro daquilo que foi planejado, o Avaí obteve sucesso.

Porém, se precisava, agora, fazer de uma versão Beta, um melhoramento do sistema, um avanço que possibilitasse mostrar que  o projeto era viável. E nada melhor do que fazê-lo no clássico, num evento onde todo mundo vislumbrasse o que era esse Avaí e qual era a sua proposta, os seus avanços.

Eis que o Avaí passou a jogar mais bola, abdicou um pouco do futebol feio, da gauchisse instalada no sul da Ilha, para tentar fazer a bola ser tocada com mais consistência. Não foi assim uma Electrolux®, mas pela primeira vez se viu, nesse ano, um toque de bola na Ressacada. E perdeu o jogo.

Mas aí, os manjadores de futebol de sempre disseram que o Avaí deveria marcar um pouco mais, que era necessário manter o padrão que vinha fazendo, que retornasse ao futebol brucutu das primeiras rodadas. Ser mais eficiente.

O time doladelá fez exatamente o que o Avaí vinha fazendo, jogando atrás, esperando um erro avaiano, bola de estirão para os atacantes resolverem lá na frente. E são os bambambãs da rodada.

E eu ainda perco tempo tentando entender o que esses caras querem dizer.

Só pra quem ainda não sabe, acorda, ixtepô: em clássicos nunca quem vence é o melhor. Intendessi!?

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4 comentários sobre “Os entendidos de bola

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