As lições do Clássico 425

Por duas coisas achei o resultado do clássico bom. Mostra que o Avaí ainda precisa se definir MUITO na vida e que o time doladelá, com aqueles jogadores, é candidato fortíssimo ao rebaixamento na série A. Todos aprendemos alguma coisa.
A partida apresentou um time avaiano mais organizado, querendo jogar, mas sem aquilo que faz a graça no futebol, a jogada de gol, a decisiva. Tenho acompanhado todas as partidas do Avaí neste estadual. Não sou modinha. Não apareci ali dando palpites de pára-quedas, tampouco me baseio no que nos “ixpecialistas” das rádios comentam. Eu vi, até agora, desde o primeiro jogo, que o Avaí joga marcando em cima, e cria jogadas de gols. Quem diz que o time do Avaí é retranqueiro e covarde que vá assistir àquela partida de curling feminino que eu gravei ontem. Um time acovardado não faz cinco gols numa partida, três em outras duas e tem um dos melhores ataques do campeonato e perde outros tantos gols infantilmente.
Agora, o que se tem que discutir é: como o Avaí organiza suas jogadas de ataque e como as define?
Se temos chegadas pelas laterais, falta aos atacantes se decidirem o que fazer, e o meia se apresentar para receber a bola cruzada ou o rebote. O meia do Avaí não faz isso. O coitado do Robinho foi jogado numa podre e tem que decidir a sua vida sozinho. Quem disse que ele tinha um padrinho forte na Ressacada? Com um padrinho desses?, eu, hein…
Se a jogada chegar até o centroavante, vinda pelo meio, ela tem que ser definida em direção ao gol. Os ataques, dois truculentos como Capixaba e Neilson, precisam ser mais ágeis, segurar a bola para quem chega, ou arrematar para gol. Mesmo os postes plantados no meio da rua têm a sua finalidade. Os nossos, não. Ou então o nosso querido e amado Mauro Ovelha precisa tirar um deles e dizer, “olha, meu filho, pegue essa passagem do Volta o Morro, dá uma espairecida, e só me apareça aqui quando tiver menos canela”.
O caso Moretto é algo à parte. Vale, inclusive, uma tese de doutorado em Oxford. É preciso dizer a ele que ele pode ir na bola, que ele é o único jogador do time que pode agarrá-la. Afastar-se dela não é, assim, uma boa conduta de um goleiro.
Gostei do Cleber Santana e acho que já pode iniciar o próximo jogo como titular. É jogar de série A, diferenciado, domina o meio de campo e vai nos ajudar bastante. Também queria que o Nunes iniciasse a partida, sentir a responsabilidade desde o começo do jogo, acalmar a pulsação e ter certeza que a posição é dele. Robinho pode jogar, sim, desde que nunca numa posição em que todo o estádio caia sobre ele. Definitivamente, não é ali, com a dez mística, onde ele deve jogar. Ah, e o seo Ovelha tem todo o direito do mundo de fazer as substituições quando quiser. Inclusive nos intervalos das partidas. Chamem alguém aí, um gandula, quem sabe, para dizer isso a ele. Ele sabe armar um time e sabe dar consistência à equipe. Mas sofre do mesmo mal dos técnicos com pinta européia no Brasil: pensam muito. E aí, o jogo já acabou, meu filho.
Apesar disso tudo, como não sofro de medinhos pueris, nem faço terra arrasada por detalhes, penso que o time do Avaí neste ano ainda nos dará muitas alegrias.
O ponto chato e desagradável da partida é ter que, mais uma vez, saber que aquela torcida que só sabe cantar hinos mal educados, é capa das páginas policiais. Está na hora de, definitivamente, acabar com isso. Eu não quero mais ser representado por esta gente.

Anúncios

2 comentários sobre “As lições do Clássico 425

  1. Fala Alexandre!
    A primeira lição de um clássico deveria ser: vencer, mesmo que se jogue feio ou pior que o adversário!
    Já o que vi na partida de ontem mostra que o Avaí está tomando forma e definitivamente ser tornando um time/grupo forte para todo o ano. O que diga-se de passagem não tivemos no último ano. Só espero que ao final do campeonato catarinense sejam mantidos os jogadores que se destacarem.
    Importante destacar, também, o crescimento a cada partida do Bruno e do Diogo Orlando. Creio que os dois deveriam junto com o Cléber Santana compor o meio campo do Avaí. Mas Marcinho Guerreiro e Robinho podem deixar de ser titulares?
    O Ovelha pode recuar o Bruno para defesa para manter o Marcinho e colocar o Robinho no ataque, abrindo mão do Cleverson. Será? De qualquer modo sempre é melhor ao técnico as dúvidas por ter opções do que dúvidas por não tê-las.

    E quanto ao Curling, te confesso que gostei de assistir as partidas no últimos jogos de inverno, rsrsrs
    Abraços!

    Curtir

    • Chegasse ao ponto que eu queria, Gilberto, como bom entendedores de curling que nós somos. hehe
      Ora, o Avaí tem opções, isso é claro e cristalino. Está-se montando um time de futebol, diferente do amontoado do ano passado.
      Creio que tenderemos só a crescer durante a temporada, o que nos dá boas perspectivas.
      Abraços

      Curtir

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s