Mais difícil do que a gente pensava

Que seria difícil, eu não tinha dúvidas. Havia dito dijaonti, na postagem Pra explodir o coração, que o jogo não seria fácil. Só não imaginava um 1º. Tempo tão difícil… de assistir. Depois, pronto, quando abriu a porteira a boiada passou. Sei de muita gente que desligou a TV ou o rádio no intervalo, pois “não queria assistir àquilo”. Mas, o que valeu foi a paciência e a virtude da paciência nos acompanhará neste ano.

Tenho dito isso por diversas vezes. Não adianta espernear, não adianta querer nomes de grifes, jogadas mirabolantes, partidas estratosféricas. Vai ser assim, no parto a fórceps até o fim. Não quer assim?, então não incomoda. Não quer ajudar?, então não atrapalha.

Vamos exigir o máximo do time em campo, mas sabemos de suas capacidades e limitações, isso é fato. Os torcedores avaianos que estão acompanhando esta formatação de HD na porrada e na marreta não serão mais enganados e nem sonham como vetustos inconformados pelo inalcançável.

Ontem ouvi um sujeito que se diz comentarista de rádio afirmar, com todas as palavras, que o técnico do Avaí deveria assistir a mais partidas do Barcelona. Juro que ele falou isso. E só não joguei o equipamento pela janela porque queria ouvir o resto da partida.

O fato é que estamos mais críticos e mais exigentes, mas, ao mesmo tempo, mais compreensivos. O avaiano, de um modo geral, o que está acompanhando esta fase de montagem deste grupo, sabe o que quer, abandonou aquele complexo de vira-latas, de se esconder pelos cantos em face de uma auto-estima achincalhada, e hoje se impõe. E também sabe das limitações. Ele diz aos inconformados: “meu nego, te acarmeja, vai ser assim mesmo.”

As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu insisto em se acreditar mais no Avaí e dar menos pelota para o que o senso comum repercute (diga-se mídia da Capital). Sou, também, absolutamente refratário a corneteiros, “ixpecialistas em futebol” e pessoas que acham que possuem a fórmula mágica para se ganhar jogos. Os chamados xaropes de ocasião e que torcem conforme o vento sopra. E aqueles que só aparecem na boa, os tais “modinha”.

Quex vex como vão aparecer uma porção agora, no clássico? Tem gente que vai te pedir ingressos, vai exigir uma baixa nos preços, uma promoçãozinha de ocasião, aquela pra botar mais gente pra dentro e essas coisas. Na grande e imensa maioria das vezes, essa gente morde a língua pela raiz, pois não sabem das histórias do (verdadeiro!) Leão da Ilha.

Não apóiam quando devem e só aparecem quando está tudo garantido.

Virar as costas para essa fase inicial do campeonato, com desdém e pouco caso é muito oportuno.

– Ui, que campeonato fraco! Não vou, não. Não vou pagar pra ver pelada.

Coitados, eles não sabem quem é o Leão da Ilha, o time que faz “côsa”. Nós ainda vamos muito longe. Quem acreditar, verá!

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6 comentários sobre “Mais difícil do que a gente pensava

  1. Ô istopô, ó-lhó-lhó tás tolo tás Aguiar?
    Vamos acreditar que a ressacada anda meio fazia porque hoje qualquer um pode ter os canais das TV fechadas decodificados gratuitamente, ou por cabo ou por satélite, aí o cidadão – não torcedor de fato – prefere ir a só jogos bons.
    Eu vou em todos os jogos, minha esposa até já está desconfiada de tanto assiduidade na ressacada (rsrs) pra ver macho(?), mas não reclamo muito da quantidade de público porque sei quem está indo é o verdadeiro torcedor. Prefiro até assim, do que ter “neguinho” lá enchendo o saco, que não entendo de nada de futebol, metendo o pau no clube e até mesmo estragando o patrimônio, realmente prefiro os 3.000 do que 6 ou 10 mil de secadores e pés frio, que só vão na boa e ainda ficam pedindo carteirinha emprestada, e o pior de tudo: ainda acabam com o pastel de camarão. Mas não espalha por aí do Pastel, senão a ressacada vai lotar de vez e cada jogo vai ser mais difícil compra-lo, o pastel é claro.

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  2. Falaste tudo, Aguiar.
    Agora como é clássico e o time está bem, vão aparecer muitos desconhecidos ao nosso lado nas arquibancadas. Claro, devem fazer parte do time dos corneteiros, eternos inconformados, metidos a blogueiros (a), os de sempre né! Na hora de apoiar, somem e se escondem por trás das teclas (pois assim é mais fácil né), onde cospem toda a sua raivinha para aquela meia dúzia de seguidorezinhos… um circo!

    Torcedor de verdade vai ao estádio sempre!

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